Por Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira | 05/01/2026 às 17:50
Um relatório divulgado pela International Data Corporation (IDC) afirma que empresas como Lenovo, Dell, HP, Acer e ASUS vão aumentar o preço de seus computadores entre 15 e 20% no ano de 2026.
De acordo com a companhia de análise, isso se deve aos aumentos de preços expressivos no mercado de memórias RAM e SSDs.
Além de impactar consumidores, estes acréscimos também atingirão corporações — que terão de negociar novos contratos para se alinhar aos valores reajustados.
A IDC também estima que o preço de smartphones Android será impactado, já que a memória representa 20% do seu custo. O panorama é sombrio e, segundo a empresa, não será revertido tão cedo.
Eles também afirmam que, apesar de estes grandes fabricantes já comunicarem discretamente o público sobre o aumento no preço de PCs, são estes que terão um maior poder de negociação no mercado.
Deste modo, a expectativa é que pequenas empresas e montadores independentes se tornem vulneráveis durante o período de escassez. Estima-se que este mercado acabe com componentes de menor qualidade, já que não terão acesso aos catálogos com preços competitivos.
Para a IDC, isso representará uma grande oportunidade para as companhias que produzem memória e SSDs — que poderão ter uma fonte de renda lucrativa neste âmbito.
Ainda que não tenha batido o martelo sobre sua previsão para o mercado de PCs em 2026, a IDC é bem específico em apontar que a queda será feia: de até 9% no pior cenário possível.
Além do que foi apontado pela IDC, a TrendForce também revelou anteriormente que teve acesso a documentos que mostravam o plano da ASUS de elevar seus preços entre 10% e 30%.
Por conta da demanda de memória RAM e armazenamento nos data centers de inteligência artificial, criou-se uma escassez dos componentes no mercado e companhias como SanDisk, Samsung e Micron aumentaram seus preços.
No entanto, não foi uma simples elevação. Foi um verdadeiro foguete, do tipo que nos trouxe um pente de memória mais caro do que um PlayStation 5, por exemplo.
O fato é que a infraestrutura dos AI hyperscalers esgotaram todo o estoque de memórias corporativas e passaram a adotar as voltadas ao público doméstico. O resultado é que a escassez atingiu pontos críticos.
Além da produção de DRAM, VRAM e SSDs estar sob ameaça, as grandes fabricantes já confirmaram que não aumentarão suas capacidades para atender todo o mercado. Ou seja, este problema permanecerá até meados de 2027, nas análises mais otimistas do mercado de PCs.
Além de atingir o preço dos componentes para o público, isso impacta a própria indústria em paralelo. Os processadores e GPUs exigem cada vez mais desempenho de memória, principalmente os voltados às IAs. Um Copilot+ PC, por exemplo, precisa de uma CPU com 16 GB de DRAM.
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