O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais na tentativa de manter a crise do Ebola afastada do Brasil.
Embora o país nunca tenha registrado um caso da doença, o governo acendeu o alerta em razão do surto que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) já atinge dez países da África Subsaariana.
O plano do Ministério da Saúde prevê a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajaram a países como a República Democrática do Congo, com o objetivo de identificar casos suspeitos, isolar pacientes e monitorar suas redes de contato.
Como funciona o plano de contingência?
Para casos suspeitos, mesmo mediante um teste negativo, uma segunda coleta de amostra de sangue de ver ser realizada 48 horas após a primeira, para nova análise.
O plano não prevê o fechamento de fronteiras nem restrições a viagens ou ao comércio.
Por que o risco é baixo?
Ele não tem voos diretos à região afetada pelo surto, o que tende a reduzir a circulação de pessoas infectadas e a possibilidade de contágio.
Além disso, o Brasil não tem o vetor natural de transmissão (os chimpanzés), que no país só existem em ambientes controlados como zoológicos.