A ex-assessora do presidente da Câmara, Arthur Lira, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, voltou a ser destaque na mídia após ser alvo de uma investigação da Polícia Federal. A operação busca desvios em emendas parlamentares e foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, Fialek foi identificada como uma figura chave no chamado orçamento secreto. Recentemente, a PF realizou buscas em Brasília, incluindo sua residência e local de trabalho, no intuito de investigar crimes relacionados à gestão de recursos governamentais, como corrupção e falsidade ideológica.
O cenário político de Fialek sofreu uma reviravolta significativa com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. Tentando manter sua influência, a ex-assessora procurou o ministro Alexandre Padilha, apresentando uma planilha com informações sobre deputados e emendas pendentes, mas sua solicitação foi negada.
A recusa de Padilha foi vista como um marco que selou o fim de sua atuação política. Desde então, Fialek viu sua importância no governo diminuir, mesmo após ter exercido uma função relevante na liberação de emendas durante a gestão de Lira.
Investigações revelam que, mesmo fora da presidência da Câmara, a ex-assessora tentou continuar exercendo influência, gerenciando planilhas e lidando com negociações paralelas sobre a distribuição de recursos, especialmente no Ministério da Saúde.