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Inteligência à Deriva: Servidores da ABIN Pedem Nova Lei para a Atividade

Servidores da ABIN alertam para a crise estrutural da inteligência brasileira e exigem um novo marco legal

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 03/07/2026 às 03:40 · Atualizado há 1 semana
Inteligência à Deriva: Servidores da ABIN Pedem Nova Lei para a Atividade
Foto: Reprodução / Arquivo

Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) avaliam que a atividade de inteligência no Brasil está em crise, marcada pela falta de uma política de Estado, legislacão atualizada e indefinição sobre o papel institucional.

A ausência de uma lei moderna é apontada como um dos principais problemas, juntamente com a transferência da ABIN para a Casa Civil, que não conseguiu incorporar a inteligência como um tema estratégico do governo.

Diante desse cenário, os servidores defendem uma reestruturação institucional e a criarão de uma secretaria vinculada diretamente à Presidência da República, com status ministerial e dedicada exclusivamente aos assuntos estratégicos do Estado.

Regras Antigas Não São Adequadas

A ABIN e o Sistema Brasileiro de Inteligência ainda operam sob a legislação aprovada em 1999, período anterior à popularização da internet, ao avanço da cibersegurança, à proteção de dados e às novas ameaças digitais.

Os servidores acreditam que a ausência de regras modernas ajuda a explicar a sucessão de crises enfrentadas pela agência nas últimas décadas.

Nova Lei para a Inteligência

O projeto em discussão na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) é tratado internamente como uma espécie de 'Marco Civil da Inteligência'. Segundo os servidores, a proposta atualiza a legislação, amplia mecanismos de controle, cria maior segurança jurídica para os servidores e regulamenta áreas como cibersegurança e inteligência digital.

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