O Ministro da Defesa, José Múcio, e secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, participaram de nova reunião nesta noite sobre o ataque americano à Venezuela - (crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)
Uma nova reunião ministerial ocorreu na tarde deste sábado (3/1) para tratar sobre a posição do Brasil e a situação da comunidade brasileira na Venezuela após os ataques dos Estados Unidos no país e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
Após o encontro, a ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, disse que o governo brasileiro reconhece a vice-presidente Delcy Rodriguez como atual chefe do Executivo venezuelano no lugar de Maduro.
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“Afronta à soberania”
Também pela manhã, Lula escreveu nas redes sociais que a ação dos Estados Unidos na Venezuela “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma afronta direta à soberania do país. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, destacou. O presidente ainda condenou o uso da força bélica nos bombardeios e destacou que a ação recordaria os “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, além de ameaçar a preservação da região como uma “zona de paz”. “A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio”, acrescentou Lula. Do outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista coletiva horas após o ataque e afirmou que os EUA devem controlar a Venezuela durante o que ele chamou de uma “transição pacífica”. Ainda não se sabe se o republicano dará espaço para a oposição a Nicolás Maduro assumir o poder, ou se os norte-americanos reconhecerão outro nome. Trump ainda deixou claro o interesse dos EUA de explorar as reservas de petróleo venezuelanas: “Teremos grandes empresas americanas de petróleo que vão gastar bilhões de dólares para consertar a infraestrutura e começar a ganhar dinheiro pelo país”. disse o presidente, que reforçou ainda que os Estados Unidos estariam preparados para uma segunda ofensiva contra a Venezuela, caso avaliem necessário. Saiba Mais- Política 'Lula será delatado', diz Flávio Bolsonaro após captura de Maduro
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Repórter de EconomiaNascido em Brasília, em 2002, é repórter na editoria de Política, Economia e Brasil do Correio Braziliense. Desde 2020, é estudante da graduação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB).
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Fonte: Agências