Em um movimento que abalou o cenário político brasileiro, Flávio Bolsonaro, senador e primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou sua candidatura à presidência. A decisão, que foi influenciada por uma conversa familiar e um contexto de incertezas, agitou os aliados e a oposição para as eleições de 2026.
O ex-presidente, que está preso desde 22 de novembro, começou a sinalizar a Flávio que ele deveria estar preparado para assumir a liderança política. Durante uma visita, Flávio revelou que orou e prometeu a Deus que tomaria a decisão baseada nas palavras do pai. Ele também trouxe uma carta de apoio de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, reforçando a importância da escolha.
Assim que a candidatura foi anunciada, a reação inicial entre os aliados de Jair Bolsonaro foi de descontentamento. O clima de frustração foi palpável, especialmente entre figuras como Tarcísio de Freitas, que se posiciona como um forte concorrente e preferido por diversos setores políticos. Para muitos, o nome de Flávio não inspira a confiança necessária para enfrentar a polarização que marca a política brasileira.
Além disso, a decisão de Flávio levantou preocupações no Centrão, onde líderes expressaram a necessidade de que a candidatura fosse respaldada por pesquisas e viabilidade política. Gilberto Kassab, do PSD, não se manifestou sobre a candidatura, enquanto outros líderes mencionaram a importância de um consenso entre os partidos aliados.
Por outro lado, entre os apoiadores de Lula, o clima foi de celebração. A presença de um Bolsonaro na corrida presidencial é vista como uma oportunidade mais fácil de ser superada nas urnas. Flávio, no entanto, reafirmou sua intenção, desafiando os partidos a se juntarem a ele em sua campanha e prometendo que sua candidatura não seria retirada.