O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), voltou a cobrar uma atuação mais efetiva do governo federal na área da segurança pública e lamentou o fato ao dizer que houve “pouco avanço” nessa pauta gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o evento Café com a Imprensa, realizado na quinta-feira (30), no Palácio da Abolição, Elmano destacou a necessidade de uma participação mais ativa da União no combate ao crime organizado e sugeriu medidas como a ampliação do efetivo da Polícia Federal.
"Não é possível um país como o Brasil ter apenas 13 mil policiais federais, por exemplo. Tem que fazer concurso", afirmou o governador. Para ele, os estados acabam atuando de forma isolada no enfrentamento às facções criminosas, sem uma coordenação nacional. Como exemplo, citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, elaborada pelo Ministério da Justiça, que, segundo ele, tem certa importância, mas não resolve o maior problema enfrentado pelos governos estaduais.
Elmano revelou já ter conversado diretamente com o presidente Lula sobre a necessidade de ações mais estruturadas na área da segurança, mas reconhece que a pauta tem avançado pouco. A pressão do governador cearense se soma às cobranças feitas por outros gestores estaduais, que também esperam uma postura mais ativa do governo federal no combate à criminalidade.
Cobrança por reformas e entregas
Segundo Elmano, um governante é avaliado pelo que entrega à população e, por isso, Lula precisa estar mais presente nos estados, anunciando e concretizando ações.
A fala do governador cearense reforça um movimento dentro do próprio PT e da base aliada que pressiona o governo federal por ajustes na estratégia de gestão, especialmente em áreas sensíveis como segurança pública e infraestrutura.