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Durigan alerta para risco de vinda de sanções americanas contra o PIX

Ministro da Fazenda afirma que o governo brasileiro está preocupado com a vinculação do PIX a facções criminosas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 30/05/2026 às 09:00 · Atualizado há 1 dia
Durigan alerta para risco de vinda de sanções americanas contra o PIX
Foto: Reprodução / Arquivo

Fim de semana: o que muda com a classificação do PCC e CV como terroristas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que há um temor de que o Pix seja vinculado às facções criminosas, que os EUA classificaram como terroristas.

Ele explicou que o sistema de transação instantânea já é alvo de investigações comerciais nos Estados Unidos desde o início da gestão do republicano Donald Trump.

Pode se considerar que as facções criminosas estão usando o Pix. Assim, que haja um ataque ao Pix, uma suspensão, e que empresas que usem o Pix sofram punições

— explicou Durigan.

Os técnicos do governo afirmam que um efeito sobre o Pix só ocorreria em um caso extremo, caso o governo americano entenda que a ferramenta facilita a movimentação financeira das facções criminosas.

Ontem, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, em medida que passa a valer em 5 de junho.

Durigan defendeu uma maior cooperação entre as autoridades brasileiras e as americanas no combate ao crime organizado.

Ele alegou que a operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro, é um exemplo de que as forças policiais brasileiras já estão combatendo as facções criminosas.

Tanto a Fazenda quanto o Banco Central têm conversado com o sistema financeiro para evitar afetações nas agências de classificações de risco e impacto aos bancos e fintechs.

A medida tomada pelos EUA, disse o ministro, pode comprometer a economia brasileira e causar queda no investimento estrangeiro.

Ao todo, o ministro afirma estar preocupado com o risco de que se impute ao Brasil, de forma artificial, de que há um risco "diferente do que existia antes".

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