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Dossiê contra Padre Júlio Lancellotti é enviado ao Vaticano

Deputado Junio Amaral apresenta denúncias antigas sem provas.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/12/2025 às 20:53 · Atualizado há 1 dia
Dossiê contra Padre Júlio Lancellotti é enviado ao Vaticano
Foto: Reprodução / Arquivo

O deputado federal Junio Amaral (PL-MG) e sua esposa, Marília Amaral, protocolaram um dossiê no Vaticano, que contém acusações contra o padre Júlio Lancellotti. O documento foi remetido tanto à Embaixada da Santa Sé em Brasília quanto a um dicastério em Roma.

As alegações apresentadas no dossiê são recicladas de denúncias anteriores que já haviam sido arquivadas por falta de evidências. Entre as acusações estão um suposto relacionamento homossexual com um ex-interno da FEBEM e uma denúncia de assédio sexual envolvendo um ex-coroinha, todas as quais foram consideradas infundadas por entidades competentes.

O dossiê, que totaliza 284 páginas, inclui também alegações absurdas, como a suposta recepção de um “passe” de uma mãe de santo e comentários políticos feitos durante celebrações religiosas. A maior parte do conteúdo consiste em recortes de notícias e uma investigação mal-sucedida conduzida pelo vereador Rubinho Nunes (PL-SP).

O perito responsável pela análise mais controversa do material, Reginaldo Tirotti, teve seu trabalho criticado por especialistas em engenharia da informação, que apontaram diversas falhas técnicas. As inconsistências levantadas comprometeram a credibilidade da perícia e, consequentemente, do dossiê apresentado.

Em entrevista a um canal de extrema-direita, Amaral expressou sua crença de que a censura imposta ao padre é resultado de suas ações junto ao Vaticano. Ele sugeriu que novas sanções poderiam ser aplicadas ao sacerdote, enquanto sua esposa alegou que o padre teria sido protegido por influências políticas e judiciais.

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