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Ciro quer superar diferenças com a direita para 'salvar o Ceará' e defende chapa com PL e União - PontoPoder

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/05/2025 às 13:08 · Atualizado há 5 dias

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse que não irá se "eximir de cumprir um papel" nas articulações eleitorais no Ceará para 2026. Ele esteve na Assembleia Legislativa do Ceará nesta terça-feira (6) para café da manhã com deputados estaduais da oposição ao Governo Elmano de Freitas (PT) — grupo que une parlamentares do PDT, União Brasil e PL. 

Ciro pontuou as diferenças de posicionamento entre os integrantes da oposição, mas reforçou que há um "esforço absolutamente notável de superar" essas divergências. "O consenso de que percebemos que o Ceará precisa ser salvo é uma coisa que facilita", disse o ex-governador do Ceará.

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Ele citou que a conversa com os deputados estaduais foi sobre temas "essenciais" da gestão estadual, como saúde, segurança e educação, e "sobre como fazer, politicamente, a superação das nossas diferenças". Sobre isso, Ciro disse que a montagem da chapa para eleição de 2026 para enfrentar o grupo governista é "simples". 

"Meu partido tem um candidato que acho que está qualificado, que é o Roberto Cláudio. O PL apresenta como possível candidato ao Senado o Alcides (Fernandes), que tem todos os dotes, todas as qualificações", citou. Ele acrescentou ainda que Capitão Wagner, que preside o União Brasil no Ceará, "não pretende disputar, nestas eleições majoritárias, uma posição".

"Portanto, é uma montagem de chapa relativamente simples, especialmente pelo sentimento forte crescente de que o Ceará precisa ser salvo", completou. 

Indagado se Roberto Cláudio deve permanecer no PDT para disputar o Palácio da Abolição, Ciro Gomes disse estar com "ciúmes" do convite feito pelo União Brasil para que o ex-prefeito de Fortaleza se filie à sigla.

"Quero que ele fique comigo", disse. "Mas se a luta é salvar o Ceará, cada um vai cumprir sua tarefa", completou. 

Ao PontoPoder, Capitão Wagner disse que ainda avalia três possibilidades de candidatura para 2026: governador, senador ou deputado federal. Sobre a declaração de Ciro, ele foi sucinto: "Nunca falei com ele sobre isso", disse.

Críticas ao Governo Elmano

O ex-ministro também teceu críticas à condução da gestão estadual. Um dos pontos abordados por ele foi a economia. "Um problema grave de economia, o Ceará está se desindustrializando de forma grave", afirmou. Ele citou como exemplo o fechamento da Guararapes em 2023, além da redução de postos de trabalho em outras indústrias cearenses. 

"E o anúncio de um hidrogênio verde é uma mentira chocante porque o que está acontecendo hoje, na prática, no Ceará, é que toda a estrutura antecedente ao hidrogênio verde, que é a geração de energias alternativas renováveis, tipo eólica, solar, estão paradas", argumentou.

Ele criticou ainda "falta de compromisso" com a infraestrutura necessária para a distribuição de energia produzida por fontes sustentáveis. "A questão da economia do Ceará é uma coisa muito grave, ela acontece de uma forma gradual, lenta, mas está acontecendo", critica.

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Ciro também citou problemas na segurança, saúde e educação, ao dizer que há uma "degradação geral dos serviços públicos". O pedetista disse que "não há uma única inovação" para a diminuição de crimes no Ceará, além de alegar que há uma "fisiologia política" nas indicações feitas para equipamentos educacionais. 

"Na saúde pública, ter coragem de trazer o presidente da República para inaugurar um elefante branco com 30% de capacidade operacional, já ameaçando fechar outros (equipamentos), na inversão daquilo que estrategicamente o Ceará tem que fazer, que é levar grandes e sofisticados centros de saúde para o interior, como vinha sendo feito", disse Ciro, em referência à inauguração do Hospital Universitário do Ceará e ao futuro incerto do Hospital César Cals, em Fortaleza.

O PontoPoder entrou em contato com a assessoria do Governo do Ceará para ter uma resposta às críticas feitas por Ciro Gomes. Quando houver retorno, a reportagem será atualizada.

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