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'Chegam em situação absolutamente frágil', diz secretária sobre brasileiros que chegam a Fortaleza deportados dos EUA - PontoPoder

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/03/2025 às 19:37 · Atualizado há 1 semana

A situação dos brasileiros deportados dos Estados Unidos para o Brasil é de extrema “fragilidade” e “vulnerabilidade”. O diagnóstico é de Raquel Andrade, secretária executiva de Direitos Humanos do Ceará (Sedih). Segundo ela, que atuou ao lado da secretária Socorro França na recepção dos repatriados, o Governo do Ceará tem planos de aprimorar a política de atendimento a esses brasileiros enviados de volta ao País.

“Essas operações (de deportação) vão continuar, vamos aprimorando com o Ministério (dos Direitos Humanos) a nossa participação, e vai ter um ponto positivo que é a continuidade da qualificação dessa política, então, em breve, o nosso governador vai anunciar uma grande entrega em relação a isso” comentou.

Raquel Andrade participou, nesta quinta-feira (6), da live do PontoPoder. Ela concedeu entrevista aos editores do PontoPoder, Jéssica Welma e Wagner Mendes, e comentou sobre a operação para receber os repatriados.

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“O mérito inteiro é dos servidores. É uma grande operação, é uma ação de execução e não de articulação entre a Polícia Federal, a equipe da Fraport, do Ministério dos Direitos Humanos e nós, da Secretaria dos Direitos Humanos, que temos uma equipe extremamente comprometida e temos o Posto Avançado do Migrante que já faz esse atendimento, já fazia antes (...) Então a política já existia antes dessas operações iniciarem”, completou.

“Para nós, foi a elevação da entrega desse compromisso. A gente começou com contato direto com essas pessoas que chegam em situação absolutamente frágil, vulnerabilizadas em vários aspectos, e eu acho que é importante para reposicionar para a sociedade o que é direitos humanos”.

Raquel Andrade

Secretária executiva de Direitos Humanos do Ceará (Sedih)

Até agora, o Brasil recebeu três voos com repatriados. O primeiro voo trouxe 88 brasileiros no dia 25 de janeiro e tinha Belo Horizonte como destino final. Porém, a aeronave pousou em Manaus para passar por manutenção. 

Destino: Fortaleza

O Aeroporto Internacional de Fortaleza foi escolhido como destino a partir do segundo voo por questões estratégicas e baseadas no Direito Internacional. Como a capital cearense é a cidade litorânea mais próxima dos Estados Unidos, isso garante que os passageiros fiquem o menor tempo possível algemados em território nacional.

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A chegada do segundo voo ocorreu em Fortaleza no dia 7 de fevereiro e trouxe 111 brasileiros, incluindo 8 crianças de até 10 anos e mais 11 crianças e jovens até 20 anos. 

Em 21 de fevereiro, o terceiro voo chegou ao Ceará com 94 pessoas, incluindo nove crianças e dois idosos.

“A maior entrega para nós, enquanto Governo, não é só a acolhida. A gente conversava com o Ministério e dizia que o cearense é especialista em receber, mas não só receber, a gente recebe bem. Esse pertencimento, esse reforço do pertencimento a essas pessoas que estão em uma situação absolutamente degradante, ele tem um papel mais que institucional, é um papel político, de cidadania”, concluiu.

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