O ex-deputado federal Capitão Wagner (União) tratou como contraditória a postura do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), em querer levar o seu partido para a base do Governo Elmano e, ao mesmo tempo, criticar a aproximação do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, com uma ala oposicionista próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em declaração à imprensa, na manhã desta terça-feira (3), durante o anúncio de filiação de Roberto Cláudio à legenda que ele dirige no Ceará, o ex-parlamentar ainda disse ter recebido “propostas e oferecimentos” diversos do grupo do petista.
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“O mesmo que criticou o Roberto de estar se juntando ao União, convidou o União para fazer parte do bloco da situação. (...) Não é contraditório o Camilo dizer numa entrevista que quer a federação do lado dele, o União do lado dele, e criticar o Roberto por estar vindo aqui para a federação?”, indagou, se referindo ao deslocamento do ex-mandatário do PDT para o União Brasil.
A crítica mencionada por Wagner foi feita pelo chefe do Ministério da Educação (MEC) na última sexta-feira (30), numa agenda na cidade de Barbalha. “Me admiro muito hoje eles estarem se aliando a eles. Lamento”, disse Camilo na oportunidade. Já a pretensão em ter o União na base foi revelada pelo próprio petista numa entrevista ao Diário do Nordeste, no dia 26 de maio.
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Ainda nesta terça, na conversa com jornalistas, Wagner alegou haver uma intenção dos situacionistas em “criar uma narrativa” acerca do ex-pedetista. “Tem uma preocupação muito grande do governo com o fortalecimento desse grupo de oposição”, disse. Na visão dele, a tendência é que mais pessoas passem a integrar o bloco que demarca oposição ao Estado.
“Há uma série de contradições nessa afirmativa do Camilo de que a gente tem uma aliança que é contraditória. Muito mais contraditório é ele estar querendo nos levar para o governo, e a gente não querer ir para lá”, finalizou o ex-parlamentar.