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Camilo Santana quer atrair União Brasil para base aliada e defende unificação de candidaturas no PT - PontoPoder

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/05/2025 às 19:26 · Atualizado há 1 semana

Liderança do PT Ceará, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse, em entrevista realizada nesta segunda-feira (26), que quer atrair legendas que atualmente estão fora do arco de alianças petista. Citando nominalmente o União Brasil, ele salientou que existem nomes da sigla dispostos ao diálogo. O político ainda comentou sobre a possibilidade da sua agremiação ter candidatura única na eleição para presidência do diretório estadual.

A declaração de Camilo sobre a ampliação das alianças no estado aconteceu após ele ter sido questionado acerca dos movimentos do Progressistas e do Podemos, partidos políticos que estão da base do Governo Elmano, e que podem se unir a legendas adversárias, já que o PP estuda uma federação com o União Brasil e o Podemos negocia uma fusão com o PSDB.

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“Vamos dialogar com todos aqueles que querem e acreditam no projeto que tem dado resultados importantes para o Ceará”, respondeu o petista. “Tenho disposição para dialogar, inclusive com partidos que hoje não estão na base, como o União Brasil, por exemplo”, pontuou em seguida, alegando que o mesmo “tem sido muito simpático”.

Ao argumentar o eventual elo com o União Brasil, o cearense discorreu que ele ocupa ministério e está na base do Governo Lula. Por ele ter se juntado ao Progressistas, um aliado no estado, o ministro revelou “o interesse em discutir com os dois a possibilidade da construção desse projeto coletivo aqui no Ceará”.

“Hoje a deputada [federal] Fernanda [Pessoa] tem interesse em dialogar, o próprio deputado federal Moses [Rodrigues] tem se colocado à disposição para dialogar, tenho conversado com o presidente nacional do partido, o [Antônio] Rueda”, listou.

Dialogado admitido

Fernanda Pessoa, por meio de sua assessoria, confirmou o interesse. “Estou nessa tentativa”, declarou. “Os tempos que se avizinham são desafiadores para todos os governos. Os recursos federais, que são fundamentais para estados e municípios, estão sofrendo um enfraquecimento diante das crescentes despesas do governo federal”, justificou.

“Por isso, defendo a união dos grandes partidos em torno de um projeto comum para fortalecer o Ceará, sobretudo nas tratativas do Orçamento da União. É hora de responsabilidade institucional e de colocar os interesses do povo cearense acima de disputas políticas”, realçou.

Através de nota, o deputado informou que está se "preservando" sobre as movimentações eleitorais para o ano que vem e que "por ora, é hora de focar na gestão de Sobral e nos desafios do Estado do Ceará".

O parlamentar afirmou ainda ter "excelente relação com o ministro Camilo, e Sobral, quando precisa, recorre ao governador para tratar de questões como a da Santa Casa".

"Como coordenador da bancada do Ceará no Congresso Nacional, coloco os interesses do Estado acima de tudo. Tenho boas relações com partidos de esquerda, de direita, e sou de centro", encerrou.

Eleição do PT

Quanto ao ambiente interno do Partido dos Trabalhadores no Ceará, Camilo revelou seu voto na reeleição do atual presidente Antônio Filho, o “Conin”, e advogou por uma “unidade partidária”. “A ideia é que a gente possa ter uma chapa única. Espero que, inclusive, a própria ala ligada à ex-prefeita Luizianne também possa fazer parte dessa composição”, articulou.

Para a Executiva Nacional, Camilo Santana disse que seu apoio é do candidato Edinho Silva. “Vamos trabalhar para que, também no Ceará, como tem um percentual importante de filiados, comparado com outros estados brasileiros, então o peso do Ceará é importante nessa eleição, vamos trabalhar para que a gente possa dar uma grande maioria”, indicou.

Perguntado como as tratativas para unificação da candidatura do PT Ceará poderá acontecer, ele explicou que a intenção é que “Conin” dialogue com a chapa adversária, encabeçada pela vereadora fortalezense Adriana Almeida, para “construir uma unidade partidária nessas eleições”. A votação ocorrerá no dia 6 de julho.

Procurada, Adriana Almeida admitiu que seu agrupamento, o Campo de Esquerda, “está reunido durante o dia de hoje” para dialogar sobre a proposta de unificação. “Mas não definimos nada ainda”, adicionou.

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