A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório Conflitos no Campo Brasil, apontando uma queda de 28% nas ocorrências em 2025, mas com um aumento significativo nos assassinatos de trabalhadores e povos da terra.
A Amazônia Legal foi o cenário de 16 assassinatos, distribuídos entre os estados do Pará, Rondônia e Amazonas.
A análise da integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues atribui o cenário atual ao fortalecimento de um "consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas".
O relatório também aponta para a responsabilidade dos fazendeiros nos assassinatos, com 20 casos entre mandantes ou executores.
A violência no campo não se limita aos assassinatos, pois também há crescimento nos registros de prisões, casos de humilhação e cárcere privado.