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Assassinatos e trabalho escravo: um projeto colonial e capitalista avança sobre a Amazônia

Número de assassinatos de trabalhadores e povos da terra dobra em 2025, aponta relatório da Comissão Pastoral da Terra

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/04/2026 às 20:10 · Atualizado há 2 horas
Assassinatos e trabalho escravo: um projeto colonial e capitalista avança sobre a Amazônia
Foto: Reprodução / Arquivo

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou o relatório Conflitos no Campo Brasil, apontando uma queda de 28% nas ocorrências em 2025, mas com um aumento significativo nos assassinatos de trabalhadores e povos da terra.

A Amazônia Legal foi o cenário de 16 assassinatos, distribuídos entre os estados do Pará, Rondônia e Amazonas.

A análise da integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues atribui o cenário atual ao fortalecimento de um "consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas".

O relatório também aponta para a responsabilidade dos fazendeiros nos assassinatos, com 20 casos entre mandantes ou executores.

A violência no campo não se limita aos assassinatos, pois também há crescimento nos registros de prisões, casos de humilhação e cárcere privado.

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