A Tentação do Poder
A legitimidade conferida pelas urnas autoriza governar, mas não exonera ninguém do dever permanente de prestar contas. Em teoria, a democracia é o mecanismo pelo qual a sociedade escolhe administradores temporários para gerir recursos que pertencem ao conjunto da população.
Na prática, porém, a experiência brasileira tem demonstrado que o exercício do poder, não raras vezes, transforma-se numa oportunidade de captura da máquina pública por interesses particulares.
O Combate à Corrupção
Mais do que discursos moralizantes, o combate à corrupção exige instituições capazes de prevenir, detectar e punir desvios com rapidez e imparcialidade. Transparência efetiva, órgãos de controle independentes, Ministério Público atuante, Tribunais de Contas tecnicamente fortalecidos, imprensa livre e uma sociedade vigilante constituem as verdadeiras salvaguardas da República.
A transparência patrimonial não representa perseguição política. É uma exigência inerente ao exercício do poder. O patrimônio administrado pelo governante jamais lhe pertence. Cada contrato celebrado, cada obra iniciada, cada licitação homologada e cada centavo arrecadado decorrem do esforço de milhões de contribuintes.