O ano de 2025, considerado por Lula como o "ano da colheita", foi repleto de tensões no Congresso e desafios relacionados ao aumento de tarifas, mas a administração conseguiu avançar em várias promessas feitas durante a campanha.
Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou seus ministros para estabelecer a agenda do ano pré-eleitoral, enfatizando a necessidade de resultados concretos. A gestão, que completou três anos, enfrentou dificuldades na articulação política com o Congresso e lidou com a crise gerada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.
Um dos aspectos mais notáveis do ano foram as mudanças significativas no alto escalão do governo, com um total de oito trocas de ministros. Essas alterações foram motivadas por crises internas e estratégias para reforçar a administração. Entre as principais mudanças, destacam-se a substituição de Paulo Pimenta na Secretaria de Comunicação Social por Sidônio Palmeira, visando modernizar a comunicação governamental.
Além disso, o ministério da Saúde passou a ser liderado por Alexandre Padilha, que reformulou o programa "Agora tem Especialistas" para reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), uma promessa de campanha de Lula. Outras mudanças incluíram a chegada de Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais e a nomeação de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência.
No campo das realizações, o governo também conseguiu ampliar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma medida vista como uma vantagem eleitoral para o ano de 2026. O compromisso de erradicar a fome no Brasil também foi cumprido antes do prazo estabelecido, com o país sendo retirado do Mapa da Fome pela FAO.
Entretanto, o ano também ficou marcado pela crise relacionada às tarifas impostas pelos EUA, que afetaram as exportações brasileiras. A situação começou a mudar após um encontro entre Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU, onde os líderes discutiram a revogação das tarifas. Em novembro, o governo dos EUA retirou algumas taxas, mas a negociação sobre outras tarifas ainda permanece em aberto.