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Brasil lidera ranking global de desinformação: entenda por que é tão difícil reconhecer fake news

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/04/2025 às 07:24 · Atualizado há 19 horas
Brasil lidera ranking global de desinformação: entenda por que é tão difícil reconhecer fake news
Foto: Reprodução / Arquivo

Você saberia identificar uma fake news? Se a sua resposta foi "talvez", saiba que você não está sozinho. Segundo uma nova pesquisa da OCDE, o Brasil lidera o ranking global de dificuldade em reconhecer notícias falsas.

Neste post, você vai entender:

  • Por que os brasileiros estão mais vulneráveis à desinformação;
  • Exemplos práticos de fake news que enganaram milhões;
  • Como se proteger e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo.

📉 O que diz o estudo da OCDE? Um levantamento feito em 2024 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou um dado alarmante: apenas 54% dos brasileiros conseguem diferenciar uma notícia verdadeira de uma falsa. A média global é de 60%.

Além disso, 85% da população se informa principalmente pelas redes sociais, onde a verificação de fatos é quase inexistente.

❝ Isso significa que, a cada 10 brasileiros, quase 5 não conseguem identificar uma fake news. ❞

⚠️ Exemplos reais de fake news no Brasil

🧪 "Chá quente cura COVID-19"

Durante a pandemia, essa desinformação viralizou no WhatsApp. Milhares de pessoas passaram a acreditar que bastava beber chá quente para se proteger do vírus — o que é totalmente falso.

☕ Fake News 1: "Chá quente cura a COVID-19"

Durante a pandemia, circulou nas redes sociais um vídeo afirmando que o consumo de chá quente poderia curar ou prevenir a COVID-19. Essa informação é falsa e perigosa. Especialistas alertam que não há evidências científicas que comprovem a eficácia de chás ou outras receitas caseiras no combate ao coronavírus.​

O Ministério da Saúde e outras autoridades de saúde desmentiram essa e outras fake news relacionadas à COVID-19.

🗳 "Urnas eletrônicas foram fraudadas"

Em 2022, vídeos manipulados circularam nas redes alegando fraude nas urnas. Apesar de os especialistas e o TSE desmentirem, o estrago já estava feito: milhões acreditaram.

🗳️ Fake News 2: "Fraude nas urnas eletrônicas"

Após as eleições, vídeos começaram a circular nas redes sociais alegando que as urnas eletrônicas haviam sido fraudadas. Um dos vídeos mais compartilhados mostrava supostas inconsistências entre os votos registrados e os boletins de urna. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que essas alegações são infundadas e que o sistema de votação é seguro e auditável.​

Para mais informações e esclarecimentos sobre as principais fake news relacionadas ao processo eleitoral, o TSE disponibiliza uma seção específica em seu site da Justiça Eleitoral.

🤔 Por que isso acontece no Brasil?

Aqui vão 3 motivos principais apontados por especialistas:

  1. 📚 Falta de educação midiática: A maioria nunca foi ensinada a checar fontes, analisar manchetes ou questionar o que lê.
  2. 📱 Dependência das redes sociais: WhatsApp, Facebook e TikTok viraram os principais meios de informação — e também os mais perigosos nesse contexto.
  3. 📰 Desconfiança da mídia tradicional: Muitos preferem acreditar em vídeos de opinião no YouTube do que em portais jornalísticos reconhecidos.

✅ Como combater as fake news?

Aqui vão dicas práticas pra você e sua comunidade:

  • 🕵️‍♂️ Use sites como Aos Fatos, Lupa, Comprova para verificar informações.
  • 🎓 Incentive a educação digital nas escolas e igrejas.
  • 📢 Denuncie postagens falsas nas redes sociais.

Compartilhar fake news não é só um erro inocente — pode gerar consequências graves para a saúde, política e segurança de todos.

💬 Fique ligado

O Brasil enfrenta uma verdadeira epidemia de desinformação, e o combate a esse problema começa com conhecimento.

💡 Compartilhe esse post com amigos e familiares. Quanto mais gente entender os riscos da fake news, mais protegida estará a nossa sociedade.

🧩 Fique de Olho bem aberto

A propagação de fake news no Brasil está intrinsecamente ligada a estratégias políticas e estruturas organizadas de desinformação. O combate a esse fenômeno requer ações coordenadas entre instituições públicas, plataformas digitais e a sociedade civil para promover a educação midiática e a responsabilização de agentes disseminadores de notícias falsas.

No Brasil, a disseminação de fake news tem sido amplamente associada a figuras políticas e estruturas organizadas de desinformação. Estudos e investigações apontam que políticos, especialmente ligados ao Partido Liberal (PL) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desempenham um papel significativo nesse cenário.​

📊 Políticos como principais disseminadores

Uma investigação da Agência Pública revelou que 1 em cada 5 grandes disseminadores de fake news no Brasil é político, sendo que metade desses pertence ao PL, partido de Jair Bolsonaro.

🧠 O "Gabinete do Ódio"

O chamado "Gabinete do Ódio" é um grupo de assessores ligados a Jair Bolsonaro, coordenado por seu filho Carlos Bolsonaro, que operava dentro do Palácio do Planalto. Esse grupo foi responsável por gerir redes sociais e disseminar desinformação contra adversários políticos, utilizando estratégias como a criação de perfis falsos e o uso de bots para amplificar conteúdos.

📌 Casos emblemáticos

  • Eduardo Bolsonaro: O deputado federal foi identificado como um dos principais disseminadores de fake news relacionadas às eleições, promovendo desinformação sobre a segurança das urnas eletrônicas. ​Brasil de Fato
  • Allan dos Santos: Blogueiro e fundador do site Terça Livre, é acusado de espalhar notícias falsas e atualmente encontra-se foragido nos Estados Unidos.
  • Luciano Hang: Empresário e apoiador de Bolsonaro, admitiu ter financiado campanhas de desinformação, especialmente relacionadas ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada durante a pandemia de COVID-19.
  • Jair Bolsonaro: Ex-presidente do Brasil, foi frequentemente associado à propagação de fake news durante sua carreira política, especialmente durante sua presidência (2019-2022). Há vários aspectos que marcaram seu envolvimento com a disseminação de informações falsas ou distorcidas:
  • Compartilhamento de conteúdo falso: Bolsonaro foi alvo de críticas por compartilhar, em suas redes sociais, notícias e posts que foram posteriormente desmentidos, sem verificar sua veracidade. Muitos desses conteúdos estavam relacionados a questões políticas, saúde pública e alegações sobre opositores.
  • Atividade nas redes sociais: Durante a pandemia de COVID-19, Bolsonaro usou suas plataformas digitais para disseminar informações incorretas ou enganosas sobre a doença, tratamentos não comprovados e a eficácia de vacinas. Isso gerou desinformação, dificultando a luta contra a pandemia e fomentando desconfiança nas autoridades sanitárias.
  • Relação com grupos de WhatsApp e outras plataformas: Durante as eleições de 2018 e em outros momentos, Bolsonaro e seus aliados foram acusados de usar grupos de WhatsApp e outras plataformas de maneira estratégica para espalhar mensagens políticas, muitas vezes baseadas em informações distorcidas ou falsas. Essas ações foram amplamente investigadas por órgãos eleitorais.
  • Ressurgimento de teorias da conspiração: Bolsonaro também foi um dos principais difusores de teorias da conspiração, como aquelas que negam a eficácia das vacinas ou que sugerem que a fraude eleitoral seria um risco no Brasil, sem apresentar evidências substanciais. Isso ajudou a alimentar uma cultura de desinformação no país.
  • Ataques à mídia e ao sistema democrático: Ao longo de sua presidência, Bolsonaro frequentemente atacou jornalistas, veículos de comunicação e instituições democráticas. Essa postura ajudou a legitimar a desinformação, uma vez que ele descrevia a mídia tradicional como "fake news", gerando uma narrativa paralela onde qualquer crítica ao governo era vista como uma mentira.
  • Em resumo: Bolsonaro desempenhou um papel importante na disseminação de fake news ao utilizar suas plataformas digitais e seu discurso público para promover informações falsas ou sem embasamento, o que teve um impacto significativo na polarização política e na confiança das pessoas nas instituições.

Sobre o autor:
Daniel de Araujo é CEO da CRATEUSWEB, que desde 2017 atua na criação e desenvolvimento de oportunidades para a juventude, formado Tecnólogo em Sistemas para Internet pela Unicesumar, Licenciatura em Matemática pela UNOPAR, com Pós Graduação em Inteligência ArtificialComputação em Nuvem e Defesa Cibernética pela FACUMINAS, Pós Graduação em Tecnologias Digitais e Inovação na Educação pela FACUVALE e Mestrado em Transformação Digital pela FUNIBER.  Possui mais de 20 anos de experiência na área de Tecnologia, com foco em desenvolvimento e implantação de projetos.

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