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Varejo brasileiro recua 0,5% no terceiro trimestre de 2025, aponta Stone

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/10/2025 às 06:01 · Atualizado há 2 dias
Varejo brasileiro recua 0,5% no terceiro trimestre de 2025, aponta Stone
Foto: Reprodução / Arquivo

O varejo brasileiro fechou o terceiro trimestre de 2025 em queda de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Frente ao segundo trimestre, o recuo foi de 0,2%. Apesar disso, setembro trouxe uma leve melhora: as vendas cresceram 0,5% em relação a agosto, interrompendo a sequência de perdas observada no mês anterior, quando houve retração de 1,2%.
De acordo com Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, o leve crescimento em setembro não muda o cenário de cautela. “O mês apresentou melhora frente a agosto, mas ainda não foi suficiente para reverter o resultado negativo do trimestre. O varejo segue em processo de acomodação, refletindo um consumo mais contido e em linha com o que já havia sido observado no primeiro semestre”, afirma.
Para Freitas, o desempenho do setor continua limitado por fatores macroeconômicos. “O mercado de trabalho segue robusto e sustenta parte da demanda, mas já apresenta sinais de moderação, com menor geração de vagas formais. Além disso, o endividamento elevado das famílias e a inflação persistente continuam pesando sobre o orçamento doméstico, o que ajuda a explicar por que o varejo ainda opera abaixo dos níveis de 2024”, avalia.
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Entre os segmentos acompanhados pelo IVS, cinco dos oito registraram alta em setembro. O destaque foi o setor de livros, jornais, revistas e papelaria, com avanço de 6,9%, seguido por material de construção (4,2%) e móveis e eletrodomésticos (2,6%). Já hipermercados e supermercados recuaram 2,9%, enquanto o segmento de vestuário caiu 1,1%.
No recorte regional, dez estados apresentaram crescimento na comparação anual. Os destaques ficaram com o Acre (+6,5%), Amapá (+5,1%) e Espírito Santo (+4%). Por outro lado, o Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 4,8%.
Segundo Freitas, o contraste entre Norte e Sul reflete dinâmicas distintas. “O Norte tem mostrado maior resiliência, impulsionado pelo avanço do comércio local e pela circulação de recursos públicos e programas de transferência de renda. Já o Sul enfrenta um cenário mais adverso, marcado por perdas na agropecuária, menor ritmo industrial e impactos climáticos que afetaram o consumo e a confiança das famílias”, explica.
Para o último trimestre do ano, a expectativa é de melhora leve no ritmo das vendas, puxada pelas promoções de fim de ano e pelo Natal. “Ainda assim, o ambiente macroeconômico continua desafiador, com pouco espaço para uma recuperação mais expressiva do consumo. A tendência é que o varejo encerre o ano próximo da estabilidade, sem grandes variações em relação a 2024”, conclui Freitas.

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