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Terradot atrai Google e Microsoft para rodada de R$ 353 milhões com tecnologia de remoção de carbono | Startups

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 12/12/2024 às 11:34 · Atualizado há 3 horas

A startup Terradot, que trabalha com a remoção de carbono, anunciou nesta quinta-feira (12/12) a captação de uma rodada Série A de R$ 353 milhões com a participação de Google e Microsoft, investidores como John Doerr e Sheryl Sandberg, além dos fundos Floodgate, Valor Capital Group, Gigascale Capital, Acre Venture Partners e outros players de tecnologia.

A Terradot se divide entre São Paulo e São Francisco (EUA) e atua nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Maranhão com a remoção de carbono a partir da técnica de intemperismo acelerado de rochas, com a aplicação de pó de rochas silicáticas em solos agrícolas. Em pouco mais de um ano de operação no Brasil, a startup espalhou mais de 48 mil toneladas de rocha em 1.800 hectares de terras agrícolas.

A captura acontece pela interação entre o gás carbônico presente na água da chuva e do solo com a rocha, que gera nutrientes e melhora a qualidade do solo. Os bicarbonatos formados são transportados para rios e oceanos, armazenando carbono de maneira permanente.

O Brasil conta com uma rede de pedreiras de basalto e terras agrícolas que podem se beneficiar com a tecnologia. A Terradot tem parceria com mineradoras e indústrias para conseguir o suprimento de pó de rocha e, na outra ponta, conecta-se com agricultores que dão escala ao projeto ao fertilizar suas terras.

“Nosso objetivo é fornecer a base científica e tecnológica necessária para tornar a remoção de carbono uma solução viável e escalável em nível global, especialmente nas regiões tropicais onde o intemperismo de rochas tem maior potencial", afirma James Kanoff, CEO da Terradot, em nota à imprensa.

Com a captação, a startup vai expandir a infraestrutura de medição e verificação, e desenvolver novos softwares para os setores agrícola e de mineração. A Terradot assinou dois contratos com grandes empresas de tecnologia: para o Google, vai remover 200 mil toneladas de CO₂ e para a coalização Frontier (Google, H&M, McKinsey, Salesforce e Shopify) vai remover 90 mil toneladas.

“Queremos impulsionar a técnica como uma solução global viável para remoção de carbono, em parceria com os agricultores, uma parte importante do PIB nacional que pode se beneficiar de práticas sustentáveis alinhadas ao mercado internacional. Reunimos uma equipe científica de alto nível, que desenvolve avanços relacionados à medição e otimização para escalar tanto a ciência quanto às operações. Esse critério da permanência de carbono vai ficar cada vez mais importante e queremos ajudar a construir essa indústria no Brasil”, declara Julia Sekula, CFO da Terradot, em nota.

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