Publicidade
Capa / Negócios e Tecnologia

Startup cria plataforma que gera 90% de ganho de produtividade para vendedores do varejo | Startups to Watch

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/07/2025 às 06:00 · Atualizado há 21 horas
Startup cria plataforma que gera 90% de ganho de produtividade para vendedores do varejo | Startups to Watch
Foto: Reprodução / Arquivo

A Logstore desenvolveu um superapp que otimiza o dia a dia do vendedor de varejo. Ele conecta esse profissional a todos os canais de venda e de entrega, ou seja, funciona como um elo entre lojas físicas e digitais com as principais plataformas de vendas e de delivery. “Ligamos, por exemplo, a Drogaria São Paulo com o iFood ou Rappi e também com a Uber, Total Express e JadLog”, explica Helson Santos, 37 anos, que cofundou a empresa em 2017, junto com Diego Dias, 40, CTO, em São Paulo (SP).

Quem pensou que o aplicativo viabiliza que um negócio seja omnicanal – quando todos os canais de comunicações e vendas, on e offline são integrados para oferecer uma experiência de compra eficiente e unificada ao cliente – acertou. Para Helson Santos, no entanto, a plataforma vai além: “Quando se fala em omnicanalidade, há sempre a visão do cliente no centro, e todos os canais em volta dele. Para a Logstore, antes de mais nada, temos o vendedor no centro. Consequentemente, o consumidor também estará no centro”, diz.

A plataforma é intuitiva e fácil de usar. Na palma da mão, o aplicativo no celular auxilia o vendedor a visualizar produtos, estoques, preços e a efetivamente fechar a venda do início ao fim, inclusive “despachando” o item para entrega – se a venda for online – ou reservando-o em um ponto físico, caso o cliente opte por buscá-lo pessoalmente.

Ela assiste o vendedor tanto em lojas físicas quanto em lojas digitais. Nas primeiras, aponta, por exemplo, se o produto que o cliente está buscando e não encontrou na prateleira está disponível no estoque.

100 Startups to Watch 2025:

Graças à centralização de diferentes informações, a Logstore traz vários benefícios ao negócio. Um deles é o ganho de 90% na produtividade. Isso ocorre, de acordo com Santos, porque o vendedor tem acesso imediato a todos os dados que precisa para efetivar uma venda. E ainda há outra vantagem: o app é simples de ser operado e não precisa de treinamento, algo importante para enfrentar a alta rotatividade dos times de vendas.

O CEO da Logstore aponta outro ponto positivo do aplicativo: com ele, há uma redução de cerca de 70% do tempo de entrega. “O fato de conectar estoques permite utilizar a capilaridade das lojas para acessar produtos mais rapidamente. Antes, eles tinham de sair de um CD [Centro de Distribuição], em geral, distante da cidade, irem até um hub mais central e, de lá, serem transportados até o destinatário da compra. Hoje, um motoboy pega em uma loja e agiliza o processo”, explica.

O aplicativo ainda ajuda na diminuição de cerca de 45% de ruptura de venda por indisponibilidade de estoque, já que ajuda a monitorá-lo e mantê-lo atualizado. De acordo com Helson Santos, isso possibilita uma margem de receita maior para o varejista.

A plataforma da Logstore também aumenta o ROI em aproximadamente nove vezes para clientes que não têm nada de digital e em seis vezes para quem já é mais maduro, que opera online. Além de todas as frentes em que atua, ela também ajuda a incrementar o NPS (do inglês Net Promoter Score, indicador que mede a satisfação do cliente e a possibilidade que ele recomende a empresa a outras pessoas). “Isso é bem importante porque se antes se falava em fidelização do cliente, hoje faz mais sentido considerar a atenção e a retenção. Costumo dizer que a loja só tem um consumidor quando ele recompra. Caso contrário, teve apenas um pedido. Se a experiência é boa, ele volta”, afirma Santos.

Lucro com o sucesso do cliente

O modelo de negócio da Logstore é por meio de assinatura. “Não cobramos um valor fixo, o cliente nos paga o que, de fato, processa. Nossa remuneração é sobre o sucesso dele, recebemos uma espécie de comissão sobre vendas”, explica o CEO da startup.

A empresa já recebeu três investimentos ao longo da sua história. O primeiro, da DOMO VC, no valor de R$ 6 milhões, em 2021. Depois vieram um da RX Ventures (fundo de corporate venture capital, CVC, da Lojas Renner), liderado pela DOMO Invest, em 2022 e um do Black Founders Fund, do Google, em 2023 – esses dois não tiveram valores divulgados.

A startup não abre faturamento, porém, Helson Santos conta que eles negociam, em média, 700 mil pedidos por mês, número que pode chegar a 1,1 milhão em períodos sazonais como Dia das Mães e Black Friday. “Hoje, a Logstore transaciona R$ 2 bilhões em vendas”, diz. Atende clientes como Grupo DPSP (Drogaria São Paulo e Drogaria Pacheco), Decathlon, Vivara, Armani e Leroy Merlin.

O CEO revela, em primeira mão (considerando veículos de imprensa) para PEGN, duas novidades que vêm por aí. “Uma delas é o shopper AI, mais um reforço para o vendedor que, por meio dessa solução de inteligência artificial, poderá ter mais fluidez para atender demandas de clientes pelo WhatsApp e pelo SAC. Lançamos no VTEX Day, [um dos maiores eventos de comércio digital do mundo] no início de junho, e temos um cliente usando em Beta”, conta.

Outra novidade é o serviço Google LIA (Local Inventory Ads), que a Logstore deve oferecer em breve. Ele cruza investimentos que o varejista faz em ads (anúncios) para gerar tráfego na loja física. “Já estamos convidando clientes para experimentar”, informa Helson Santos.

Santos revela que está no mercado, planejando uma rodada de investimentos Série A para o próximo ano, com o objetivo de escalar vendas justamente para o Shopper AI e o Google LIA, as novas soluções da Logstore.

Se no começo da história o “log” de Logstore tinha mais a ver com logística, agora abrange também log de dados – “De registros para a loja, sellout, catálogo, promoção... Nosso propósito atualmente é construir um software para conectar marcas e pessoas por meio do comércio”, resume Santos.

Para o empreendedor, estar neste lugar – criando e crescendo – tem sido possível com muito trabalho, mas também com um “empurrãozinho” do destino logo no início da empresa: “A gente foi nomeado na primeira edição das 100 Startups to Watch e isso nos ajudou demais. Era o auge do conceito de startup e estávamos pleiteando um lugar nos principais hubs para empresas do tipo, algo extremamente disputado na época. Atendíamos a todos os critérios, por exemplo, de faturamento, de não estar em MVP..., mas não tínhamos PR [relações públicas]. Estar nessa lista selou nossa entrada no hub, conseguimos entrar no Inovabra Habitat. Até penduramos um quadro na parede, mostrando que estávamos nas 100 Startups to Watch, de tanto orgulho”, conta.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade