No Lenna's Beauty Hair Salon, as clientes são as artistas da vivenda. Desde que um karaokê foi instalado no salão, localizado em Açailândia (MA), a diversão tem sido trovar, enquanto as profissionais realizam qualquer procedimento estético. A ação foi compartilhada nas redes sociais e está chamando a atenção dos internautas, um vídeo publicado no domingo (30/11), no Instagram, alcançou 244 milénio visualizações e centenas de comentários.
“Estratégia magnífica da manicure para não escutar mais lamentações das clientes”, brincou um internauta. “Agora quero ir no salão trovar no karaokê kkkkkkkk o normal perdeu a perdão”, escreveu outro. O engajamento das redes era um dos resultados esperados pela empreendedora Erilene Neves.
“Tenho meu salão há 20 anos e sentia que estava ficando para trás, enquanto salões mais recentes entravam em tendências das redes sociais e alcançavam mais clientes”, relata Neves. Para inovar, decidiu levar para o espaço uma caixa de som que tinha comprado para trovar na igreja. A teoria era que as clientes se distraíssem enquanto realizavam os procedimentos de maneira dissemelhante da tradicional.
As atendentes oferecem a possibilidades aos consumidores, que cantam somente se quiserem. O próprio cliente escolhe a música que preferir e pode seguir a letra em uma televisão que fica no salão. “Observamos a vibe das clientes antes de oferecer e evitamos fazer o karaokê em dias muitos cheios, priorizando a realização quando a vivenda tem até três pessoas”, explica.
Neves diz que sempre pede autorização de seus clientes para gravar e publicar. Ela começou gravando eles cantando de costas, e só mostra o rosto dos que oferecem. Com a repercussão dos vídeos, o salão recebeu pedidos de pessoas que queriam ser atendidas e trovar no sítio e tem ajudado a movimentar as vendas – mas a empreendedora não conta em quanto as vendas cresceram.
Agora, Neves está lançando um torneio de karaokê entre os clientes. A teoria é compartilhar cinco vídeos ao longo de uma semana: o “artista” que mais tiver engajamento ganha um procedimento realizado no salão. “Já tem pessoas me perguntando porquê se inscrever, mas nem todos vão conseguir participar. Espero que a teoria engaje e possamos fazer novas edições”, diz.