“O que aconteceu em junho foi muito oportuno, tinham fundos batendo na nossa porta. Estávamos zero preparados, não tínhamos nem deck [material de divulgação, com os números da operação] pronto. Mas eu sempre tento manter o relacionamento com os fundos, eles acompanham o nosso crescimento e, quando alguma métrica encaixa, eles querem entrar proativamente”, declara Daniil Sergunin, fundador e CEO da Rhino.
A Rhino oferece corridas em carros blindados, com motoristas treinados pela startup, com atendimento imediato ou via agendamento. O valor médio do serviço gira em torno de R$ 70. Com operação apenas na Grande São Paulo, a empresa ultrapassou 300 mil usuários cadastrados na plataforma – a Rhino não divulga o número de clientes ativamente usando o serviço –, um crescimento de 20% em relação a junho. Nos últimos 12 meses, a startup registrou aumento de receita de 700%.
Com a meta de crescer a receita no mínimo cinco vezes em 2026, o CEO afirma que a startup poderia chegar rapidamente ao breakeven se quisesse, mas essa não é a prioridade no momento. “Ainda alocamos recursos em aquisição de clientes, em colocar mais frota na rua e ter um time divulgando o produto. Não falta muito, na hora que quisermos, conseguimos chegar ao equilíbrio quase de imediato”, finaliza.