O experimento foi motivado por uma série de reclamações nas redes sociais e fóruns de viagem sobre discriminação nos preços. Para apurar a prática, dois jornalistas foram enviados ao mesmo restaurante, no mesmo horário: um se passando por turista dos Estados Unidos, vestindo boné de beisebol e camiseta com a Torre Eiffel, e o outro vestido como um parisiense típico.
Ambos pediram os mesmos itens: uma lasanha, uma Coca-Cola e água. Porém, os valores cobrados foram bem diferentes. O repórter disfarçado de parisiense teve a opção de escolher entre uma lata de refrigerante ou copos de tamanhos variados, pagando € 6,50 (R$ 42). Já o “turista” não recebeu essas opções e foi cobrado € 9,50 (R$ 61) por um copo médio. Enquanto o cliente local recebeu água gratuitamente, como determina a lei francesa, o estrangeiro teve que pagar € 6 (R$ 39) por uma garrafinha.
Práticas semelhantes também foram observadas em uma investigação anterior sobre a venda de vinhos a turistas. Sommeliers disfarçados relataram que, ao pedirem garrafas de vinhos premium, acabaram recebendo opções mais baratas, mas sendo cobrados pelo valor original. Em um dos casos, uma garrafa de sancerre de € 7,50 (R$ 48) foi trocada por um sauvignon de € 5,60 (R$ 36).