O MTE também informou que esses trabalhadores foram recrutados na Bolívia com a promessa de um salário de 4 mil bolivianos (equivalente a aproximadamente R$ 3,1 mil), jornada de oito horas diárias, registro em carteira, hospedagem adequada, alimentação e transporte. No entanto, ao chegarem a Porto Alegre, encontraram um alojamento precário, alimentação incompleta, salários de R$ 1,5 mil com descontos das passagens desde a Bolívia — que deveriam ser custeadas pelo restaurante — jornadas que chegavam a 15 horas em alguns dias, ausência de pagamento de horas extras e falta de vale-transporte, obrigando-os a caminhar cerca de uma hora até o trabalho, inclusive à noite.