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Rede de bares que vende drinks por R$ 18 fatura R$ 19 milhões em seis meses e mira R$ 45 milhões até o fim do ano

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/08/2025 às 06:01 · Atualizado há 2 semanas
Rede de bares que vende drinks por R$ 18 fatura R$ 19 milhões em seis meses e mira R$ 45 milhões até o fim do ano
Foto: Reprodução / Arquivo

O que começou em 2017 com uma pequena janela em uma calçada de Curitiba (PR) virou, em menos de uma década, uma rede com 28 unidades e receita milionária. Com R$ 19 milhões de faturamento apenas no primeiro semestre de 2025, crescimento de 30% na comparação anual, e mais de 735 mil itens vendidos, o Janela Bar vem apostando em ações para aumentar o consumo de driques e crescer o tíquete médio do negócio.
A rede, que hoje conta com 28 unidades em operação, nasceu da vontade de Gustavo de Paiva, Pedro Smolka e Felipe Andrade de democratizar o acesso do consumidor a drinks mais elaborados. O negócio conta com um cardápio de 16 bebidas autorais, que variam de acordo com a unidade e custam de R$ 16 a R$ 18. Há ainda 5 “especiais” vendidos por R$ 25. O menu também inclui opções de chopes e hambúrgueres.
Neste semestre, o aumento no tíquete médio foi impulsionado por uma mudança no perfil de consumo da clientela do bar. Pela primeira vez, a venda de coquetéis ultrapassou a de chope nas unidades. No período, foram vendidos mais de 290 mil drinks e shots, 215 mil hambúrgueres e porções e 230 mil copos de chope.
Gustavo de Paiva, cofundador e CMO do Janela Bar, afirma que o objetivo sempre foi ser reconhecido pelos coquetéis, com o chope como uma segunda opção para os consumidores. Na avaliação do empreendedor, dois fatores impulsionaram a mudança: uma nova abordagem com os consumidores no balcão de pedidos e ações comerciais da rede.
“As equipes são treinadas para oferecer os coquetéis e cada vez mais estamos conseguindo fortalecer isso com os franqueados. Se alguém entra pelo chope, tentamos fomentar o consumo de drinks”, diz Paiva.
O CMO afirma que a empresa reestruturou as ações de marketing da rede, com menor quantidade de eventos e mais divulgação. Segundo o empreendedor, os planejamentos são trimestrais, com ações direcionadas para toda a rede e alinhamento de ações locais. “Estamos nos programando muito mais. No ano passado era tudo muito rápido, então às vezes os clientes nem ficavam sabendo. Agora, eles sabem e se preparam para o que vamos fazer, assim como os franqueados, que conseguem entregar muito melhor com mais planejamento”, indica.
Outra frente que vem agregando para o crescimento é o delivery, com foco no braço de hamburgueria. Em 2025, 12% do faturamento veio das entregas, um crescimento de 20% em relação ao ano passado.
Atualmente, o negócio conta com um tíquete médio de R$ 24 por compra, com uma média R$ 70 gastos por pessoa, visto que as unidades trabalham com um sistema de “pague e pegue”, o que leva o cliente a ir mais de uma vez ao caixa. As unidades operam em dois modelos: pocket, para espaços com menos de 100 m² e foco no consumo na rua, e premium, para espaços acima de 100 m², com maior estrutura interna de mesas.
Atualmente, são quatro lojas pocket e 24 no modelo premium. Os espaços variam de 50 m² a 500 m². Paiva afirma que a franqueadora incentiva a operação maior em razão do potencial de faturamento, priorizando as unidades menores em locais de alto giro de clientes, como ruas que já contam com uma variedade de bares que concentram clientes na rua.
Daqui para frente, a expectativa dos sócios-fundadores é fortalecer o reconhecimento do negócio pelos coquetéis e expandir em número de unidades. No último ano, a empresa recuou o ritmo de expansão para reestruturar o plano de crescimento e reorganizar as unidades que já estavam em operação.
“Demoramos um ano para amadurecer. Freamos a entrada de empreendedores que não rendiam e fechamos 14 unidades de franqueados com esses perfis”, conta Paiva. Segundo ele, agora, o interesse da rede passa longe de investidores passivos e avalia a capacidade do franqueado de se envolver e estar presente na operação, sobretudo nos primeiros meses. A franqueadora também passou a exigir que o empreendedor resida na cidade da unidade, como forma de garantir conhecimento sobre o público local.
Com foco no público de 23 a 35 anos, o Janela Bar espera encerrar o ano com mais de 30 unidades em operação e 45 comercializadas. Para o empreendedor, a expectativa é atrair novos investidores nas praças em que já estão presentes, mas também chegar a novas localidades, incluindo Brasília (DF), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e capitais do Nordeste.
O investimento inicial das franquias é de R$ 300 mil, com retorno estimado em 14 meses e margem de lucro de 20% a 30%. Depois de faturar R$ 32 milhões em 2024, a expectativa da empresa é fechar 2025 com uma receita de R$ 45 milhões.
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