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Perfumaria centenária em Belém fatura R$ 225 mil por mês com produtos que usam ingredientes locais | Ideias de negócios

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 18/11/2025 às 06:01 · Atualizado há 2 horas
Perfumaria centenária em Belém fatura R$ 225 mil por mês com produtos que usam ingredientes locais | Ideias de negócios
Foto: Reprodução / Arquivo

Com quase de 100 anos de história, a Orion Perfumaria, sediada em Belém (PA), está na terceira geração. “Trabalhamos com fórmulas tratadas porquê sigilo de família, com composições que vêm sendo passadas de geração em geração”, afirma Manuel Santos, sobrinho-neto do fundador e atual possuidor da empresa.

Segundo o empreendedor, o sigilo do sucesso é o estabilidade entre tradição inovação. "Preservamos as fórmulas e utilizamos as matérias-primas da região. Ao mesmo tempo, soubemos nos apropriar às mudanças do mercado e às novas formas de consumo", afirma. "Sempre valorizamos os ingredientes locais, porquê patchouly, priprioca e outras essências da floresta amazônica."

Entre os aromas mais tradicionais estão “Cheiro do Pará”, “Patchouly” e “Manipanço Amazônico”, todos com mais de 50 anos.

A empresa mantém a produção artesanal de colônias, perfumes, home spray, difusores e sabonetes líquidos. O faturamento médio por mês é de R$ 225 milénio.

Fundada em 1927, a empresa começou com o imigrante português Antônio Santos Agra Gomes, que mudou os planos de terebrar uma panificadora e passou a trabalhar com perfumes, seguindo a sugestão de um camarada. O pai de Manuel, que se labareda Manuel Rodrigues dos Santos, chegou ao Brasil em 1955 para ajudar na loja.

Nascido em Viana do Fortaleza, em Portugal, o atual gestor passou a integrar o negócio aos 18 anos. “A primeira coisa que o meu pai falou quando eu entrei foi: ‘Cá dentro você não é meu fruto, é um funcionário porquê os outros’”, conta Manuel, hoje com 57 anos.

O empreendedor passou por diferentes etapas antes de assumir funções administrativas. Começou na superfície de embalagem, onde recebia todos os pedidos. Depois, passou para a produção, ajudando com a matéria-prima e a fabricação de colônias. Ele fez segmento da risca de produção de sabonetes e, por termo, passou a preparar os perfumes, manipulando fórmulas e essências.

“Meu pai e o macróbio fundador não quiseram investir muito cá porque a teoria era permanecer no Brasil para lucrar quantia, mas voltar para Portugal depois para aproveitar. No entanto, eles faleceram antes disso”, diz Manuel.

Há cinco anos, o empreendedor optou por comprar a segmento do negócio de seu tio e assumir totalmente o negócio. Hoje, a sua esposa Cristiane Santos também é sócia da empresa e cria as fórmulas dos produtos.

Com Manuel adiante da gestão, a perfumaria passou por mudanças estruturais. Ele adquiriu o prédio da loja, ampliou o espaço e investiu em equipamentos porquê envasadora e rotuladora.

A Orion também vem reformulando embalagens e rótulos. Segundo o empreendedor, os investimentos são graduais. “Vou fazendo pouquinho a pouquinho porque a situação atual não permite um investimento muito grande de uma vez”, diz. Ele também planeja instalar placas solares e ampliar a climatização das áreas interna e de produção. “Cá em Belém é muito quente, e preciso deixar o envolvente mais confortável para os funcionários.”

A aproximação da COP30 criou oportunidades para pequenos negócios locais, ele diz. Nos últimos dois meses, a empresa abriu dois novos pontos de venda: um no shopping Recinto Belém e outro no Mercado de São Brás, por meio de uma parceria articulada pelo Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos, Farmacêuticos e de Perfumaria e Artigos de Toucador do Estado do Pará (Sinquifarma).

“Espero que a COP traga resultados positivos para mim e para todos os empreendedores, proporcionando a oportunidade de lucrar quantia e, ao mesmo tempo, mostrar a qualidade dos produtos regionais do Pará”, diz.

A Orion planeja ampliar o portfólio até o início de 2026. Entre os lançamentos previstos estão perfume para cabelo e hidratante para as mãos.

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