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“Nunca me enxerguei pequeno”, diz o dono do Amazônia na Cuia | Histórias que inspiram

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/05/2025 às 11:13 · Atualizado há 5 dias

Filho e neto de empreendedores, Rafael Barros decidiu, aos 21 anos, que seguiria pelo mesmo caminho, mas longe dos negócios da família. Buscando a independência, ele apostou em comércios de diferentes segmentos em Belém do Pará tentando encontrar o rumo certo até que levou um grande tombo. “Aos 28 anos, vendi meu último negócio e investi errado. Perdi absolutamente tudo”, conta. Sem rumo, entendeu que precisava de apoio para se recompor e recorreu aos familiares. Foi na entrada da arena de esportes do avô, em uma área de apenas cinco metros quadrados, que conseguiu colocar em prática a ideia de montar um restaurante.

Com mesinhas na calçada, o local precisava se destacar. E foi no menu que ganhou relevância. A inspiração veio da cozinha da avó Lindalva Barros, de onde saíam as mais variadas receitas da gastronomia da região amazônica que o encantavam. “Sempre fui fascinado por essa culinária e decidi bolar um cardápio que pudesse agradar de diferentes maneiras”, conta.

A proposta foi deixar que os clientes fizessem os pedidos dos pratos de que mais gostavam, servindo-os juntos em cuias de tamanhos pequeno e grande feitas artesanalmente por indígenas da região. Nascia aí o Amazônia na Cuia, com a proposta de fomentar a cultura e com uma vontade enorme de revolucionar a culinária regional.

No entanto, um ano após a abertura do negócio veio a pandemia. “Fui obrigado a fechar as portas, transferi a cozinha do restaurante para a minha casa e segui fazendo delivery com a ajuda da minha esposa”, conta. Passada a fase do isolamento social, o caixa da empresa registrou um recorde de faturamento que fez com que Rafael se animasse a procurar um espaço maior para alugar.

“As pessoas achavam que eu era louco, porque em seguida viriam mais dois lockdowns e eu estava apostando muito em um momento delicado. Mas eu precisava de uma cozinha maior para vender mais”, lembra. O cardápio com o pioneiro menu degustação e as possibilidades de provar diversos sabores da Amazônia atraia cada vez mais clientes. E foi a coragem do empreendedor que fez com que o negócio deslanchasse”.

Na casa nova, de 25 metros quadrados, Rafael viu o faturamento saltar de R$ 40 mil para R$ 160 mil e aumentou o quadro de colaboradores – de dois para nove. Com o salão sempre cheio, de olho em um espaço em frente, o empreendedor entendeu que dava conta da expansão. Logo, o Amazônia na Cuia atravessou a rua e se instalou no comércio de 140 metros quadrados, apoiado por 33 funcionários que davam conta de manter a casa lotada, quase sempre com fila de espera na porta. “Para me apoiar nesse momento, contei com um aporte financeiro do Itaú Empresas, que acreditou na minha história e apostou no meu crescimento, querendo fazer parte disso”, afirma.

Com muito mais fôlego e fama internacional foi preciso dar ainda mais espaço de crescimento para o negócio. Novamente, o Itaú Empresas entrou com recursos, desta vez para viabilizar a compra da construção ao lado, somando uma área de 440 metros quadrados. “O banco foi meu suporte nesse processo todo e está presente na nossa operação diariamente”, conta Rafael.

Dando ainda mais corda para o negócio, o empreendedor entendeu que havia ainda muita oportunidade e, um ano depois, inaugurou uma nova unidade com 580 metros quadrados próximo ao Hangar, ponto de referência em Belém. “Viramos um ponto turístico gastronômico na cidade. Quem viaja para cá sempre quer nos visitar”, brinca.

Hoje, com cerca de 120 colaboradores e duas unidades com filas de espera, a marca virou referência na culinária regional. “A ideia é espalhar o Amazônia na Cuia pelo mundo. Nunca me enxerguei pequeno”, afirma Rafael. Em outubro, o negócio registrou recorde de faturamento de R$ 1,6 milhão e prevê crescimento para os próximos meses.

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