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No lugar da maior agência da Caixa Econômica no país, funciona hoje uma megaloja de produtos chineses | Gestão

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/05/2025 às 13:15 · Atualizado há 1 dia
No lugar da maior agência da Caixa Econômica no país, funciona hoje uma megaloja de produtos chineses | Gestão
Foto: Reprodução / Arquivo

Na esquina da Rio Branco com a Almirante Barroso uma grande loja que vende produtos chineses se instalou no final de 2022 no saguão do Edifício Almirante Barroso. Antes disso, até 2018, o mesmo espaço, com mais de 3.700 metros quadrados, abrigava aquela que já foi maior agência da Caixa Econômica Federal no país. A megaloja que ocupa o lugar do banco vende materiais de armarinho, papelaria, presentes, bijuterias e brinquedos a preços populares. A mudança de atividade é um reflexo do esvaziamento financeiro da região, que perdeu dezenas de agências bancárias nos últimos anos.

O Almirante Barroso, também conhecido como "Barrosão" é um arranha-céu de 31 andares, que durante muitos anos serviu de sede carioca da Caixa. O prédio foi construído em 1957, nos anos finais do Rio como capital federal. O projeto arquitetônico foi de Paulo Mourão, J.A. Tiedemann e Ney Gonçalves, que venceram concurso do banco para sua execução.

Um dos destaques do prédio é um mural pintado pelo artista plástico Bandeira de Mello em 1969. Grande parte da megaloja que ocupa o espaço é ornada por colunas de estilo neo-colombianas confeccionadas pelo artista Espinoza, mas boa parte delas está escondida por prateleiras do magazine "Melhor das Lojas", que pertence ao grupo "Casas da Mamãe", que aluga o espaço do BTG Pontual, atual dona do imóvel.

Prateleiras com lixeirinhas escondem pilastras com obras do artista Espinoza — Foto: Geraldo Ribeiro

— Esse prédio tem uma localização privilegiada por ficar perto da saída de uma estação de metrô, próximo ao VLT e a diversos pontos de ônibus. É também uma região com muitas empresas e lojas. A gente entende a importância de um estabelecimento comercial. Mas creio que se continuasse como banco seria mais útil —acredita o comerciante Jordélio Pimentel, de 66 anos, dono de uma loja de eletrônicos.

No mesmo espaço funcionavam, além da agência bancária, o antigo Centro Cultural da Caixa, que abrigava um teatro de arena com mais de 200 assentos, dois cinemas, três galerias de arte, livraria e salas de oficina e ensaios. Num dos acessos ficava um piano que podia ser usado pelo público.

Parte dessas atividades foram transferidas para outro prédio na Rua das Marrecas, no Passeio. As apresentações teatrais e musicais foram concentradas no Teatro Nelson Rodrigues, na Avenida Chile, também pertencente à Caixa.

— Gostava mais quando era agência bancária e centro cultural. Servia mais à cidade — defende a designer Gisela Machado, de 30 anos.

Entregador Lucas Pereira faz pausa para tocar o piano da Caixa Cultural na hora do almoço — Foto: Ana Branco 21/02/2018
Entregador Lucas Pereira faz pausa para tocar o piano da Caixa Cultural na hora do almoço — Foto: Ana Branco 21/02/2018

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