O incidente ocorreu em julho de 2021, quando Walia visitou o restaurante com uma amiga. Ela pediu o prato "Dragon Balls", uma combinação de frango frito picante com hortelã, chalota, cebolinha, coentro, folhas de limão kaffir, pimenta e pó de arroz, ao preço de US$ 11 (R$ 56). No entanto, devido à sua baixa tolerância a comidas apimentadas, Walia solicitou ao garçom que o prato fosse preparado com menos pimenta, que, segundo ela, assegurou ter informado ao chef.
Após começar a refeição, Walia relata ter sentido uma sensação intensa de queimação em sua boca, garganta e até em seu nariz, além de ficar lacrimejamento e ter tosse incontroláveis. Ao procurar por um pronto-atendimento, ela foi diagnosticada com queimaduras nas cordas vocais, esôfago e nariz, resultando em danos permanentes à sua voz e garganta, de acordo com o processo.
No dia do incidente, Walia teria pedido produtos lácteos, como leite ou iogurte, conhecidos por aliviar a queimação causada pela pimenta. Entretanto, de acordo com ela, o restaurante não forneceu nenhum desses itens. A cliente afirma que tentou mitigar a dor bebendo água de coco e água normal, sem sucesso.
O processo também foca na utilização da pimenta "olho de pássaro", um ingrediente comum em pratos asiáticos, mas que é considerado extremamente picante. Walia acusa o restaurante e seus funcionários, incluindo o chef, o garçom e os proprietários, de negligência por não terem treinado a equipe adequadamente para lidar com a intensidade da pimenta e por não terem consultado autoridades de saúde sobre os riscos envolvidos.
Em resposta às alegações, a supervisora do restaurante, Luck Pryer, declarou que as "Dragon Balls" não podem ser preparadas sem pimenta, pois o ingrediente já está embutido no alimento. Pryer também ressaltou que clientes com baixa tolerância ao tempero são orientados a escolher outro prato do menu. Segundo ela, nunca houve um caso semelhante no restaurante que exigisse atendimento médico. O julgamento está marcado para ocorrer em 25 de agosto de 2025.