O franchising brasileiro faturou R$ 69,9 bilhões no segundo trimestre de 2025, um crescimento nominal de 14,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
De acordo com a entidade, a expansão é resultado de fatores econômicos como a baixa taxa de desemprego, que atingiu o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, e o aumento da massa salarial. Tom Moreira Leite, presidente da ABF, ressalta que, mesmo com a alta dos juros, o consumo se manteve resiliente.
“Outro fator foi a diversificação dos modelos, com operações em novos canais, formatos mais leves e presença em cidades médias e periferias”, diz Leite. Segundo ele, formatos como quiosques, unidades móveis e franquias digitais facilitaram a entrada em municípios menores.
O setor também cresceu em número de operações, ultrapassando no segundo trimestre 200 mil franquias em funcionamento, um incremento de 7.449 frente ao mesmo período do ano passado. Leite afirma que o resultado foi impulsionado pela presença de multifranqueados, que têm acelerado a expansão nos grandes centros.
O percentual de franqueados que operam mais de uma marca saltou de 51% em 2024 para 62% neste ano. A grande maioria – 88% – das marcas respondentes conta com multifranqueados.
“Essa tendência reflete maior maturidade dos empreendedores. Muitos aproveitam o aprendizado da primeira operação para diversificar, reduzindo riscos e ampliando ganhos. Do lado dos franqueadores, houve adaptação para apoiar esse perfil, criando condições mais favoráveis à expansão e fortalecendo todo o ecossistema”, diz Leite.
Todos os segmentos listados pela ABF tiveram variação positiva no faturamento. O líder em crescimento foi Alimentação – Comercialização e Distribuição, com alta de 44%. Segundo a associação, o número reflete os resultados da Páscoa, com o aumento no consumo de chocolates e maior procura por produtos de alto valor agregado. O fortalecimento de mercados autônomos, lojas de conveniência e cafeterias também contribuiu.
O setor de Entretenimento e Lazer cresceu 15,7%, beneficiado pelo aumento da renda real das famílias, pela mudança de comportamento gerada no pós-pandemia e pelo avanço de experiências digitais e imersivas e atividades indoor. Já Limpeza e Conservação avançou 15,4%, impactado sobretudo pelo aumento do serviço de lavanderias de autoatendimento.
Segmentos com os maiores crescimentos*
*Comparação com o segundo trimestre de 2024
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