
Com o objetivo de entrar em novas praças e atrair outros perfis de investidores, a Le Petit Macarons, rede brasileira de boutiques especializadas em macarons, acaba de anunciar o lançamento de um novo modelo de negócio: as vending machines. Com uma unidade do modelo já em operação, a expectativa é encerrar o ano com 10 máquinas e chegar a 30 até o fim de 2026.
Fundada em 2014 por Valquíria de Marco e Roger Righi Coelho, a empresa opera no franchising desde 2018. Atualmente, são 28 lojas distribuídas em sete estados brasileiros. Segundo Coelho, a busca por criar uma vending machine da marca foi motivada por dois fatores centrais. De um lado, a empresa via o interesse de investidores em um formato que demandasse um aporte inicial reduzido e possibilitasse uma gestão mais simplificada. Do outro, a rede buscava formas de entrar em pontos que não comportam as lojas tradicionais, seja por falta de espaço, como prédios comerciais, ou por demandar altos investimentos, como aeroportos.
A primeira unidade no formato foi inaugurada em outubro deste ano, no Shopping Metrô Tucuruvi, na Zona Norte de São Paulo (SP), sob administração de um franqueado que já contava com uma loja no estado. De acordo com Coelho, nos três primeiros dias de operação da máquina, ainda sem divulgação ativa, foram registradas 190 interações e 62 vendas. O modelo, que exige um investimento inicial de R$ 60 mil, tem projeção de faturamento mensal de R$ 30 mil. O prazo de retorno é estimado em 12 meses.
Vending machine da Le Petit Macarons em operação no Shopping Metrô Tucuruvi
Divulgação
Nas máquinas, são disponibilizados dois tamanhos de embalagem, de três e seis unidades, com três opções de mix: Coleção Frutados, Coleção Chocolates e Coleção da Chef. Os sabores de macarons selecionados foram definidos a partir de uma enquete com os franqueados. A projeção é que cerca de 60% das vendas venha das caixas com três unidades. A expectativa é de um tíquete médio de cerca de R$ 40. A empresa deve instalar a microfranquia em espaços como shoppings centers, universidades, aeroportos, clínicas hospitalares e centros empresariais.
Neste ano, o modelo será comercializado apenas para atuais franqueados da rede, com foco em regiões nas quais a marca já está presente, o que inclui Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Para o próximo ano, o plano é chegar também a outros estados, com foco nas capitais.
Segundo o sócio-fundador, a empresa investiu cerca de R$ 350 mil no desenvolvimento do projeto, incluindo gastos para a criação de embalagens específicas para as vending machines e a adoção de um sistema de gestão. “Nossas máquinas possuem um software que indica quando é preciso repor os produtos, permitindo que o franqueado administre várias unidades sem precisar de funcionários, apenas organizando uma rota de abastecimento”, diz Coelho.
Roger Righi Coelho, sócio-fundador e diretor de novos negócios da Le Petit Macarons
Divulgação
Com uma fábrica própria em Bento Gonçalves (RS), a empresa produz cerca de 15 mil macarons por dia, com capacidade para chegar em até 25 mil. Para apoiar no processo logístico, a companhia também conta com um centro de distribuição em São Paulo.
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Mesmo com as vending machines como foco da expansão para 2026, a empresa estima até 10 aberturas de lojas físicas no próximo ano. Para este ano, a companhia estima um crescimento de 8,33% no faturamento da rede. Em 2026, a expectativa é crescer 16,12%.
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