Publicidade
Capa / Negócios e Tecnologia

Empresa que transformou cinzas de Preta Gil em diamantes vende peças a partir de R$ 3,8 mil; saiba como funciona

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 24/11/2025 às 19:09 · Atualizado há 2 dias
Empresa que transformou cinzas de Preta Gil em diamantes vende peças a partir de R$ 3,8 mil; saiba como funciona
Foto: Reprodução / Arquivo

A artista Preta Gil faleceu em julho posteriormente complicações de um cancro no tripa. Ainda em vida, ela tinha um libido: transformar as suas cinzas em diamantes uma vez que uma memória para família e amigos. Secção dos diamantes teriam sido feitos em um laboratório em São Paulo (SP) e outra segmento, em Curitiba (PR). A empresa paranaense responsável por gerar diamantes para a família Gil é a The Diamond, que chegou ao Brasil em 2020.
A empresa Crematório Vaticano, da brasileira Mylena Cooper, tinha uma parceria com uma empresa suíça – já especializada na produção de joias a partir de cinzas. Percebendo a demanda, ela decidiu gerar um negócio próprio que fizesse a transformação no Brasil – a The Diamond. O processo de produção usa uma vez que base o elemento químico principal da cinzas: o carbono. Em um aparelho que replica as condições geológicas que formam diamantes naturais, são produzidas as peças da marca.
“O carbono é submetido a subida pressão e a uma temperatura de até 1.500 ºC, transformando-se inicialmente em grafite, depois, em diamante, que é polido e lapidado. Ao contrário do diamante formado pelo processo oriundo, que leva milhões de anos, o de laboratório, dependendo do tamanho, leva muro de três meses para permanecer pronto”, explica Mylena Cooper, CEO da The Diamond.
Cada diamante recebe uma certificação, que traz o nome da pessoa homenageada, a estudo química do carbono utilizado e a avaliação de critérios internacionais (cor, incisão, nitidez e quilate), o que assegura o padrão de qualidade. Com a peça pronta, é o cliente quem escolhe contratar um joalheiro para gerar um grudar, pulseira ou brinco.
A atuação expandiu com os anos e a empresa passou a gerar diamantes feitos também com pelos e cabelos de pessoas e pets. “O processo é o mesmo. A diferença é que, para cabelo e para pelos de pets, precisamos antes transformar a matéria-prima em cinzas, para, logo, extrair o carbono que dará origem ao diamante”, diz Cooper. Segundo a empreendedora, os preços saem a partir de R$ 3,8 milénio, variando de congraçamento com o tamanho da pedra.
A empreendedora não abre o faturamento ou o número de pedidos feitos mensalmente, mas conta uma vez que funciona a logística de produção. “Atualmente, fazemos uma joia de cada vez. Nas próximas semanas vamos ampliar esse número: adquirimos uma novidade máquina com capacidade para fazer até 14 diamantes ao mesmo tempo, o que vai possibilitar aceitarmos mais pedidos e multiplicar as entregas”, revela. Com a repercussão dos diamantes da Preta Gil em reportagem do Fantástico, a empresa afirma que tem recebido novos contatos e pedidos pelas redes oficiais da marca.
Além dos diamantes
Outras empresas brasileiras também criam memórias a partir de cinzas. De Maringá, a empresa Sopro faz joias de murano com cinzas de pessoas e animais. A teoria foi da empreendedora Julyana Czezacki. Formada em tendência, ela fez seu trabalho de peroração de curso focado em joias e abriu uma loja de acessórios de prata. Alguns anos depois, especializou-se também em vidros de murano. “Minha família está no ramo funerário há mais de 30 anos, logo consegui unir minha paixão pela joalheria e fundar a Sopro”, conta.
As vendas começaram há seis anos, na mesma marca de peças de prata. Em 2024, decidiu separar as empresas – já que possuíam comunicações distintas. As cinzas são adicionadas às peças na hora em que o vidro é liquefacto – podem virar secundário ou um item decorativo em homenagem à pessoa.
Grudar em formato de osso é opção para quem quer homenagear um pet na Sopro
Divulgação/Sopro
“É um ponto frágil. Fica complicado falar de luto no meio de publicações de divulgação de outras joias”, diz. Por isso, as vendas são feitas, principalmente, em parceria com crematórios – que oferecem a possibilidade na hora em que a família está decidindo o fado das cinzas.
A empresa atende em privativo as cidades vizinhas e recebe entre 50 e 100 pedidos ao mês. “As pessoas não tem mais tanto estranhamento quanto quando comecei. É uma homenagem em que de alguma forma a pessoa querida está presente, acredito que vai cada vez mais se popularizar”, acrescenta Czezacki.
As transformações são formas de ressignificar e homenagear um camarada ou parente. "É igual diamante. Não quebra. A Preta é isso... Ninguém destrói, ninguém quebra. E ela era essa pessoa", contou Gominho, camarada da cantora, em entrevista ao Fantástico.
Leia também

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade