O Pix completa cinco anos no próximo dia 16. Estudo mostra que o número totalidade de operações realizadas pelo sistema de pagamentos momentâneo brasiliano, desde o lançamento no termo de 2020 até setembro deste ano (último oferecido disponível), já chega a 196,2 bilhões. Ao todo, essas transações somaram R$ 84,9 trilhões, o equivalente a mais de sete vezes o PIB anual do país em 2024 (R$ 11,7 trilhões).
Os dados são de uma estudo do Ebanx, fintech brasileira com atuação global que atua no Brasil processando pagamentos para gigantes porquê Shein, Uber, e Spotify. O estudo foi feito com base em dados públicos do Banco Meão (BC), do IBGE e da Corporação Pátrio de Pagamentos da Índia (NPCI).
Em dezembro de 2025, a expectativa é de chegar a 7,9 bilhões de transações, com o impulso das compras de termo de ano. Caso esse número seja confirmado, o valor totalidade enviado através desta modalidade de pagamentos neste ano vai chegar a R$ 35,3 trilhões, um salto de 34% em relação a 2024.
Com isso, o Pix se tornará o sistema de pagamentos instantâneos de adesão mais rápida do mundo. Segundo o estudo, nem mesmo o UPI da Índia, que inspirou a plataforma brasileira, alcançou essa marca em tão pouco tempo. O protótipo indiano levou seis anos e oito meses para se aproximar dos 8 bilhões de transações por mês.
Segundo João Del Valle, CEO e cofundador do Ebanx, a acessibilidade do Pix colaborou para que ele se tornasse o método de pagamento mais usado no país e a porta de ingressão de milhares de pessoas para a economia do dedo.
"É fácil de usar, gratuito, seguro, momentâneo, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana e, principalmente, atingível a todos", disse ele.
Entrada à economia do dedo
O número de brasileiros que usam o Pix alcança 93% da população adulta do Brasil e já supera até o daqueles que possuem cartões de crédito. Do totalidade de 213,4 milhões de habitantes estimados no país pelo IBGE, mais de 170 milhões usam o sistema de pagamentos instantâneos, enquanto murado de 153,4 milhões possuem cartão, diz a estudo, com base em dados do BC.
O estudo informa ainda que empresas globais parceiras do Ebanx que oferecem o Pix porquê opção de pagamento registraram um aumento médio de 16% na receita e um desenvolvimento de 25% na base de clientes em unicamente seis meses.
“Isso mostra porquê sistemas de pagamento em tempo real podem impulsionar o desenvolvimento econômico ao tornar transações financeiras mais eficientes e acessíveis”, avaliou Del Valle.
Os dados mostram também que o Pix tem potencial de crescer ainda mais nos próximos anos, com novas funcionalidades porquê o Pix Automático, lançado em junho, que permite pagamentos recorrentes que antes só podiam ser feitos por cartão de crédito.
A novidade já vem fazendo sucesso entre os consumidores: 74% dos novos clientes das empresas globais de e-commerce parceiras do Ebanx utilizaram o Pix Automático para efetuar a primeira compra, o que, na visão do CEO da fintech, representa uma inclusão de consumidores que antes estavam excluídos da economia do dedo por não terem cartão.
E se no início o Pix era mais utilizado para transferências entre pessoas físicas — em 2021, 73% das transações eram dessa forma — agora as operações de pessoas para empresas já estão em maior número (44% contra 43%).