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Eles criaram um 'plano de saúde jurídico' que já atendeu 55 mil pessoas e fatura R$ 155 mil por mês

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/11/2025 às 06:01 · Atualizado há 1 semana
Eles criaram um 'plano de saúde jurídico' que já atendeu 55 mil pessoas e fatura R$ 155 mil por mês
Foto: Reprodução / Arquivo
Quando perdeu o pai em 2016, Diego Battistella, 44, CEO da Leggal, teve uma experiência que mudaria sua percepção sobre o aproximação a serviços jurídicos. Na era, ele morava nos Estados Unidos e voltou ao Brasil para permanecer mais próximo da família. No entanto, ao conversar com a mana, que morava na Holanda, descobriu que os seus pais contavam com um tipo de assistência jurídica que dava cobertura a processos legais. “Achei aquilo fantástico, pois abre muitas portas e dá acessibilidade. Fiquei super curioso com esse mercado”, contou Battistella.
A teoria de produzir a Leggal ficou na cabeça do empreendedor por alguns anos. Somente em 2023, com a pandemia impulsionando soluções digitais, ele retomou o projeto, reunindo uma sócia com experiência no mercado de benefícios — Taiane Cerqueira, 37, atual CMO (Chief Marketing Officer) da Leggal. “Nosso objetivo é levar aproximação a serviços jurídicos uma vez que mercê para colaboradores”, afirma.
A motivação do CEO veio de uma constatação: embora o Brasil seja o país com o maior número de advogados per capita no mundo — tapume de 1,3 milhão de advogados para uma população de aproximadamente 212,7 milhões, ou seja, um legista para cada 164 habitantes, conforme dados do Parecer Federalista da OAB de 2022 —, o aproximação a serviços jurídicos ainda é restringido.
Aproximadamente 25% da população está potencialmente sem aproximação à assistência jurídica gratuita via Defensoria Pública, segundo a Pesquisa Vernáculo da Defensoria Pública de 2022, e mesmo com a cobertura chegando a 59,8% em 2025, uma parcela significativa da população ainda não consegue contato com esses serviços.
Aliás, muitos advogados enfrentam dificuldades econômicas: segundo o estudo "PerfilADV" de 2024, 45% têm renda de até R$ 6.600, sugerindo que uma parcela relevante ganha valores ainda mais baixos, reforçando os desafios de prospecção e aproximação ao mercado. “Você tinha demanda reprimida, falta de aproximação, mas oferta profuso. O ecossistema não funcionava”, diz Battistella.
O início da operação não foi simples. A Leggal precisou entender as nuances do Código de Moral da OAB, convencer investidores de que os brasileiros fariam uso de um serviço jurídico uma vez que mercê e sensibilizar gestores de RH sobre a relevância do resultado. “Hoje, questões jurídicas impactam diretamente o estresse, a performance e a gestão de pessoas dentro das empresas”, afirma Battistella.
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A plataforma é 100% do dedo via WhatsApp, dispensando aplicativos adicionais. O colaborador descreve sua situação — uma vez que divórcios, problemas com aluguel ou disputas financeiras — e a lucidez sintético da Leggal identifica advogados com experiência em casos semelhantes. “Quem escolhe o legista é o beneficiário, mas usamos tecnologia para aumentar a assertividade. A consulta acontece online, e o colaborador paga exclusivamente uma coparticipação, tornando o serviço atingível”, detalha Battistella.
Para as empresas, o impacto vai além do atendimento jurídico em si. De contrato com o empreendedor, a Leggal atua diretamente em dores que influenciam produtividade, absenteísmo e até turnover. “Quando você reduz o peso de problemas uma vez que dívidas, divórcios ou outras que pesam na vida pessoal, melhora a concentração, o clima interno e até a retenção de talentos”, diz o CEO.
Para as empresas, a Leggal oferece portal próprio, com pagamento por colaborador, e atua na prevenção de problemas que impactam o bem-estar e a produtividade. O serviço já beneficiou 55 milénio colaboradores em 12 empresas. Nessas companhias, 20% da base utiliza o mercê, sendo que metade iniciou alguma demanda jurídica pela plataforma.
Embora a empresa já tenha presença própria no mercado, a estratégia mercantil da startup começou por canais de benefícios regionais, que integravam a Leggal uma vez que secção de seu portfólio. Foi só nos últimos três meses que a operação passou a investir em vendas diretas para empresas. Hoje, o protótipo combina atuação por corretoras, integradoras e parcerias — mormente com empresas que já vendem planos de saúde, odontológicos ou benefícios corporativos — com uma frente mercantil interna focada em RHs e líderes de bem-estar.
O investimento inicial da Leggal foi de R$ 1,7 milhão, levantado em rodada pré-seed com investidores uma vez que fundadores do OLX e executivos de grandes empresas. A plataforma, que hoje é residente no Cubo Itaú, cobre todas as áreas do recta, exceto trabalhista, criminal e empresarial, focando na pessoa física dos colaboradores. “Empresas de tecnologia, fintechs, varejo e indústrias farmacêuticas têm se mostrado mais aderentes, pois já oferecem benefícios de bem-estar aos seus funcionários”, afirma Battistella.
A seleção de advogados na plataforma segue critérios de identificação rigorosos, validação via Face ID e avaliações feitas pelos próprios usuários. Em uma segunda temporada, a Leggal pretende incluir critérios de soft skills, permitindo que colaboradores escolham advogados pelo perfil de protecção ou abordagem técnica.
O faturamento médio da Leggal nos últimos 12 meses é de R$ 155 milénio por mês, e a previsão para 2026 é quadruplicar o valor, atingindo mais de R$ 400 milénio mensais. Entre as estratégias estão a expansão em canais de corretoras e integradoras de saúde, eventos de conscientização jurídica, marketing inbound pelo site e LinkedIn, além de inovações em lucidez sintético, uma vez que contratos inteligentes e uma agente conciliadora, a “Lia”, que ajuda a resolver conflitos antes de entrar em litígio.
Para Battistella, o legado da Leggal vai além do faturamento: democratizar o aproximação a serviços jurídicos, oferecendo orientação preventiva. “Quero que, assim uma vez que marcar uma consulta médica, seja fácil acessar um legista. Quanto mais aproximação, mais advocacia preventiva, menos litígios. Queremos transformar a advocacia no Brasil”, afirma.

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