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Do RS para o mundo: empresa familiar de 67 anos projeta faturar R$ 350 mi com produtos térmicos | Média É Mais

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 22/08/2025 às 06:00 · Atualizado há 4 dias
Do RS para o mundo: empresa familiar de 67 anos projeta faturar R$ 350 mi com produtos térmicos | Média É Mais
Foto: Reprodução / Arquivo

Ela é exportada para mais de 25 países. Além da América Latina, está presente na América do Norte, Europa e na Ásia. A exportação é responsável por 10% a 15% do faturamento da companhia que, em 2025, deve chegar a R$ 350 milhões, de acordo com Natalie Ardrizzo, 37 anos, presidente da Termolar, empresa especializada em garrafas e outros produtos térmicos. “No primeiro semestre, crescemos 20% em faturamento e 28% em volume de peças em relação às exportações. Estamos dando bastante foco a isso”, afirma.

A empresa foi cofundada por Jorge Ardrizzo, pai de Natalie, há 67 anos, em Porto Alegre (RS). Ela está há dez anos no negócio e há quatro como CEO. Desde 2012, a Termolar pertence unicamente à família Ardrizzo, quando o patriarca, já falecido, comprou a participação do outro sócio. Foi quando Natalie e os irmãos, Carolina e Carlo, passaram a fazer parte da empresa. Ela foi a última a chegar, em 2015. Atualmente, é a única sócia que está na operação – os irmãos moram fora do país e fazem parte do Conselho de Administração.

Com Natalie Ardrizzo no comando, o empreendimento vem acumulando conquistas: em julho do ano passado, atingiu um recorde histórico, quando produziu 1.104.122 itens. A Termolar fabrica cerca de 11 milhões de produtos por ano e conta com aproximadamente 700 colaboradores.

A marca faz parte da vida de muitos brasileiros – copos, garrafas e caixas, tudo térmico, são criados para, segundo Ardrizzo, além de funcionar para a conservação da temperatura, também levar bem-estar e facilitar a vida das pessoas. Ela disponibiliza produtos para diferentes necessidades e públicos, com linhas mais populares e outras com maior valor agregado.

Para manter a temperatura do mate, bebida tradicional no Sul e nos países vizinhos, por exemplo, um dos destaques de vendas é a garrafa R-Evolution. Famosos como os jogadores de futebol uruaguaios Luis Suárez e Cavani, e o argentino Rodrigo De Paul vivem carregando as suas e não por acaso esse é o produto que traz o maior lucro com exportações. A garrafa Chimarrita é o item mais vendido da companhia. Ainda fazem sucesso o copo de café premium e a marmita smart, lançamento recente, resultado de uma grande inovação, já que foi projetada para manter a temperatura do alimento, com a possibilidade de retirar o “miolo” e levá-lo ao micro-ondas.

Garrafa R-Evolution é um dos destaques do portfólio da Termolar — Foto: Divulgação

Para a presidente, há três pontos principais que fazem da Termolar uma companhia sólida, que detém 70% de market share no Rio Grande do Sul e 30% no Brasil. O primeiro tem a ver com o desenvolvimento de lideranças. “Me envolvo pessoalmente nesse programa porque acredito que o cuidado com os líderes chega às equipes e nos ajuda a atingir nossos objetivos”, diz. Ardrizzo conta que possui 48 líderes e que faz alinhamentos com cada um deles.

O envolvimento com a cultura é outro tópico que ela destaca. “Há muitos fóruns e rituais que criamos para fortalecê-la”, afirma. Existem, por exemplo, oportunidades para que os colaboradores compartilhem ideias e onde os gestores mostram projetos estratégicos. “Também defendo a disseminação da cultura pelo exemplo. Por aqui, o respeito é supervalorizado e faço questão de demonstrar aos meus líderes para que eles multipliquem com seus times”, diz.

Por último, mas não menos importante, Natalie Ardrizzo aponta que a Termolar não seria o que é se não fosse pela qualidade dos produtos. Eles vivem 24 horas pensando, pesquisando e desenvolvendo itens que possam gerar valor para o consumidor. O grande desafio, diz a CEO, é conciliar o tradicional com a inovação. “Precisamos atender quem conhece e confia na marca, mas também ser referência e desejável para novas gerações que, às vezes, não se conectam tanto com marcas”, pontua.

A presidente conta que além desse desafio em relação a novos consumidores também enfrenta questões internas no dia a dia, como o desenvolvimento de times, formação de mão de obra qualificada e estabilização de processos. “Desde que assumi essa posição, em 2021, enfrentamos pandemia, a grande enchente aqui no Rio Grande so Sul e um ataque hacker, no ano passado, que tirou nosso sistema do ar durante dias. Mas ter foco no que não é delegável [como o treinamento de lideranças] e clareza no que agrega valor para o cliente me ajuda a priorizar e enfrentar o que for necessário”, diz a CEO.

A Termolar hoje comercializa seus produtos via e-commerce, televendas e atende todas as regiões do Brasil por meio de grandes atacadistas e varejistas – está em cerca de 50 mil pontos de venda. Também vende por meio do canal de exportação para grandes distribuidores e alguns clientes diretos.

O plano a médio prazo é acelerar processos de crescimento e um dos caminhos para isso é reforçar a internacionalização. Nos países vizinhos como Paraguai, Uruguai e Argentina, a marca é tão forte como no Brasil. A ideia é fazer um trabalho para que esse reconhecimento seja relevante em outros continentes também.

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