Nas imagens, o jovem aparece em seu posto de trabalho com o celular discretamente no colo, enquanto ouvia a chefe listar seus números “decepcionantes”.
A discussão escalou quando Goodman rebateu: “Lembra quando você trabalhava com vendas? E como você era ruim? Como você era horrível? E, de alguma forma, você foi promovida a gerente de vendas, mesmo sem conseguir vender p*** nenhuma”, disse ele. “Ok, você está delirando?”, respondeu a gestora. “Estou delirando? Não, eu vi os números”, insistiu Goodman, em um dos trechos mais compartilhados do vídeo.
Para a psicóloga Luciana Bricci, esse tipo de viralização acontece porque muita gente se reconhece na situação. “Quando uma gestora abusa, o colaborador sente que perdeu a voz. Então, quando alguém reage e expõe isso publicamente, desperta uma catarse coletiva — porque muitos já viveram situação parecida e não tiveram coragem de reagir”, explica.
Mas, para além do entretenimento, episódios como esse expõem uma questão recorrente nas empresas: a toxicidade de certas lideranças. Bricci, que é especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Psicologia Organizacional, afirma que, se o caso tivesse acontecido no Brasil, a postura da gerente poderia ser enquadrada como assédio moral ou supervisão abusiva.
Segundo ela, esse tipo de gestão deixa marcas profundas. “Na ótica da TCC, críticas dessa natureza reforçam crenças distorcidas nos colaboradores, como: ‘sou incapaz’, ‘nunca faço nada direito’. O resultado é ansiedade, baixa autoestima e até burnout”, alerta.