As oportunidades abertas pela digitalização dos meios de pagamento foram um dos temas de destaque do Fórum Sicredi Empreender: Negócios & Resultados. Realizado no dia 18 de setembro, o evento colocou em pauta as estratégias e tendências que vêm definindo o futuro das pequenas e médias empresas do país.
O protagonismo brasileiro na transformação do setor foi apresentado por Marcia Vicari, responsável pela Divisão de Gestão do Pix no Banco Central. Atuando na operação de uma das mais inovadoras ferramentas de pagamento dos últimos anos, ela destacou o papel do Pix como um vetor de competitividade e inclusão financeira.
Na prática, os efeitos podem ser observados na redução de circulação de dinheiro físico no comércio e na indústria de serviços. Após o lançamento oficial do meio de pagamento, em 2020, o volume de transações em espécie caiu de 77% para 40% em apenas três anos, de acordo com o último levantamento do Banco Central.
“O Pix favoreceu negócios de todos os setores. Além da redução de custos, a sua popularização alavancou o processo de digitalização de todo o ecossistema de meios de pagamento, trazendo benefícios evidentes de gestão de caixa e abrindo portas para a adesão a outros produtos financeiros”, afirmou.
A discussão contou também com a participação de Vanessa Antunes Rodrigues, vice-presidente de desenvolvimento de negócios na Visa, que apresentou as perspectivas reveladas pelo novo ciclo de inteligência artificial. “A evolução dos agentes virtuais deverá abrir um novo capítulo de conveniência nas jornadas de pagamento. Esse movimento tem ganhado ainda mais força com a incorporação de ferramentas de segurança e governança de dados”, disse a executiva.
Em meio à formação desse novo panorama, Virgínia Cunha, superintendente de meios de pagamento do Sicredi, reforçou a importância do cooperativismo como um acelerador de soluções de inovação entre diversas camadas da população. “Trata-se de um modelo que está presente em todas as regiões e que coloca as pessoas no centro das decisões. Isso é fundamental para consolidar novas tecnologias na sociedade”, concluiu.
A força do empreendedorismo feminino
Stella Fraiha, Karina Colombo e Renata Malheiros debatem sob a mediação de Dirlene Silva — Foto: Leo Orestes
A programação do Fórum Sicredi Empreender também abordou os impactos do empreendedorismo feminino na economia brasileira. A discussão foi aberta por Renata Malheiros, coordenadora nacional do Sebrae Delas, que chamou a atenção para a importância de programas de incentivo e capacitação que considerem as barreiras culturais impostas às mulheres, como falta de tempo para se dedicar às empresas em virtude da sobrecarga de trabalhos domésticos.
“Precisamos investir em educação, mentorias e redes de apoio, além de políticas públicas, como creches e escolas integrais, para que mais empresárias possam ter tempo de se dedicar ao crescimento de seus negócios da melhor maneira possível”, explicou.
Na esteira desse debate, Stella Fraiha, superintendente do segmento PJ do Sicredi, reforçou a importância de mudar paradigmas culturais e profissionais. “Ainda existem muitos preconceitos ligados ao papel das mulheres na família e no mercado de trabalho; não é apenas sobre disponibilizar recursos financeiros, mas sobre entender quais são os sonhos e ambições das nossas empreendedoras”, afirmou a executiva.
Entre os principais incentivos para impulsionar esse movimento, Karina Colombo, diretora de negócios da Sicredi Sul/SC, destacou o potencial multiplicador de negócios comandados por mulheres. “O empreendedorismo feminino deixou de ser apenas uma pauta de equidade e se tornou uma prioridade econômica de impacto coletivo. Quando uma mulher prospera, ela não transforma apenas sua trajetória, mas de toda a sociedade, e todos prosperam juntos”, concluiu.
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