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Demissões no Itaú reacendem debate sobre monitoramento no home office; especialistas apontam questões legais | Gestão

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/09/2025 às 17:39 · Atualizado há 12 horas
Demissões no Itaú reacendem debate sobre monitoramento no home office; especialistas apontam questões legais | Gestão
Foto: Reprodução / Arquivo

Até o momento, o banco não confirmou o número exato de desligamentos. A instituição possui cerca de 95,7 mil funcionários, sendo 85,7 mil no Brasil. Já o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região afirma que cerca de 1 mil empregados foram demitidos, especialmente nos polos do Centro Tecnológico (CT), EIC e Faria Lima, na cidade de São Paulo (SP). PEGN ouviu especialistas que explicaram os parâmetros legais e éticos em torno do caso.

Para Zaidem, tudo depende das práticas adotadas no monitoramento: algumas são saudáveis, enquanto outras podem gerar desconfiança e desmotivação. “As práticas saudáveis envolvem metas transparentes, check-ins semanais, dashboards de acompanhamento. Já as [práticas] [tóxicas são softwares que rastreiam tela, prints automáticos, cobrança por hora logada. Isso infantiliza adultos, e adulto infantilizado não performa.”

A advogada destaca que, no caso do Itaú, não houve diálogo prévio com o sindicato, como determina o STF, o que surpreendeu tanto trabalhadores quanto representantes da categoria. Segundo ela, embora a empresa tenha o poder de realizar demissões, em casos coletivos é obrigatório abrir negociação com o sindicato, buscando alternativas como Programas de Demissão Voluntária (PDVs) para reduzir os impactos.

Por fim, a especialista lembra que a cultura da empresa se revela nos momentos difíceis. “Se a organização valoriza pessoas, isso precisa aparecer nas escolhas feitas: demitir com critério, oferecer suporte adequado e buscar alternativas antes do corte. Muitas vezes, é preferível reduzir outros custos, inclusive privilégios da alta liderança, para manter coerência com os valores da companhia”, conclui.

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