Criada por Mayee Fong em 2016, a Bob The Baker Boy, que faz bolos em formato de ursos a miojo, tem faturamento anual na faixa de sete dígitos Uma festa de aniversário precisa ter bolos criativos e memoráveis. Esse é o grande objetivo da Bob The Baker Boy, confeitaria de Singapura, cidade-estado localizada no sudeste da Ásia, que desenvolve modelos e decorações em 3D super diferentes, como doces com formatos de chá, ursos de pelúcia, peixe e macarrão instantâneo.
A empresa, que chamou atenção pelas produções criativas e inusitadas, ganhou visibilidade nas redes sociais e em veículos de imprensa local. Embora seja conhecida pelos modelos diferentões, a confeitaria também produz bolos mais simples e tradicionais. A maioria dos doces custam entre S$ 150 e S$ 300 (entre R$ 652 e R$ 1,3 mil na cotação atual). Contudo, a depender da complexidade do modelo de decoração, o bolo pode ter um valor mais alto, chegando a S$ 1 mil (R$ 4,3 mil), por exemplo.
Com mais de 55 mil seguidores nas redes sociais, a marca foi criada em 2016 pela confeiteira Mayee Fong, de 31 anos, que transformou o hobby em negócio. Em um vídeo publicado no TikTok, a empresária conta que o nome da empresa foi inspirado em um dos seus comediantes favoritos, o Bob Lam. Por isso, ela busca tornar os dias dos clientes ainda mais especiais e alegres com os seus bolos.
"Quero fazer as pessoas felizes por meio dos meus bolos. Eu e minha equipe temos a missão de fazer as pessoas se sentirem amadas e fazemos isso personalizando algo que será único para elas", declara.
A empresária revela que a confeitaria não era a sua primeira escolha para a carreira profissional. No entanto, ela sempre teve uma relação próxima com o ofício e conta que se apaixonou pelo universo da panificação aos 12, quando acompanhava a mãe em idas ao supermercado para ajudá-la na cozinha.
"Nós assávamos de tudo, de pizzas a bolos mármore e pãezinhos, e ela tinha uma coleção de livros de receitas que eu adorava explorar", afirma em entrevista ao site Vulcan Post.
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A partir dessas vivências em família, a cozinha virou uma paixão para Fong. Antes de perceber a oportunidade de transformar o hobby em negócio, ela chegou a tentar uma carreira na área de contabilidade, entrando em um curso na Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU). Não demorou muito para ela entender que aquele não era o caminho a seguir.
Diante das inquietações, a jovem resolveu começar um estágio em uma padaria próxima de sua casa, ganhando S$ 1,5 mil (R$ 6,5 mil) por mês. Nos dias de folga, ela tentava criar suas próprias receitas, experimentando novas porções de ingredientes e formas de preparo.
"Foram necessários três anos e muitos golpes duros para aprender a criar receitas por conta própria. Houve muitos fracassos; lembro-me até de sentar na minha sacada chorando às vezes", relata.
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Após o período de experimentações, ela conseguiu aperfeiçoar uma receita de bolo de chocolate e passou a vendê-lo para seus amigos nas redes sociais. Com a boa aceitação do produto e aumento das vendas, Fong decidiu deixar o emprego e investir em seu próprio negócio.
Contudo, ela detalha que o começo da empreitada foi um dos momentos mais desafiadores da sua vida, com destaque para a preocupação com a gestão da empresa. Isso porque a confeiteira trabalhava 16 horas por dia, cuidando de todas as funções do negócio. Além da parte criativa, Fong ainda atendia e tirava todas as dúvidas dos clientes.
"Eu era iniciante no empreendedorismo e ainda não estava mentalmente preparada para o estresse que acompanha a gestão de uma empresa", diz.
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Ela lembra contratempos que enfrentava quando as receitas não saiam conforme o planejado. Em 2018, ela conta que projetou um bolo de Natal com recheio de creme: "Os bolos acabaram derretendo. Eu tinha tantas reclamações de clientes para lidar, e acabei refazendo tudo eu mesma na véspera de Natal".
Apesar desse problema, Fong buscou se especializar na customização e decoração de bolos. Ela pretendia atrair mais clientes com o diferencial das produções personalizadas. Com isso, a confeiteira passou a receber cerca de 40 encomendas por semana e resolveu dar mais um passo no negócio.
Por causa do maior número de pedidos, ela precisou buscar um espaço maior e ampliar a sua equipe, contratando dois funcionários em tempo integral e dois estagiários. "Fiquei naquele espaço por cerca de três anos. Então, a covid-19 chegou", conta.
Mesmo com as dificuldades agravadas pela pandemia, ela seguiu criando produtos inusitados e viralizou com a receita de biscoitos de lava derretida. O item se transformou em um sucesso do catálogo da confeitaria.
"Nossos padeiros chegavam às 6h da manhã todos os dias e, por muitas noites, trabalhávamos até meia-noite. Conforme a demanda crescia, nossa equipe também crescia e, eventualmente, nos mudamos para um espaço três vezes maior", afirma.
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Hoje, a empresária diz que o faturamento do negócio está na faixa de sete dígitos. Com o crescimento do negócio, ela passou a liderar uma equipe de mais de 45 funcionários, incluindo motoristas de entrega. Ela passou a atender pedidos corporativos e já criou bolos para empresas como Disney, Nestlé e Coach.
Como o intuito de seguir ampliando a receita do negócio, a empresária resolveu criar outra marca, a Pinch Bakehouse, em 2024, para diversificar a oferta de produtos. A empresa, que também é do ramo da confeitaria, oferece opções de doces, biscoitos e cupcakes. De acordo com Fong, a ideia era conseguir vender opções diversas para presentes. Atualmente, ela atende hospitais, escolas e buffets.
"Você pode esperar mais inovação de produtos do negócio, incluindo novas variedades de biscoitos e uma gama de assados adequados para dietas, incluindo opções sem açúcar, sem laticínios, sem glúten e com alto teor de proteína, bem como mais itens para presente", acrescenta.