O plano de reestruturação, que agora chegou aos pontos físicos, começou há dois anos, quando a empresa resolveu fazer um raio-x de sua comunicação com os clientes. Na pesquisa, foram identificados cerca de 20 tipos de loja. A missão, então, passou a ser padronizar tudo, tendo como base as Mega Stores, lojas que possuem uma experiência completa da marca.
De lá para cá, 36 lojas já operam no novo formato, batizado de Intense – dez delas são novas e já nasceram com o novo design. O investimento tem trazido resultados na ponta, de acordo com Roque: em outubro, as mesmas unidades que a rede tinha no mesmo período do ano passado (same store sales) cresceram 16,9%. Nas lojas reformadas, o índice tem chegado a 27%.
Outras novidades ainda devem entrar em cena, sobretudo com o apoio da inteligência artificial, que ajudará a medir a satisfação do cliente durante a jornada de compra no estabelecimento. “A loja do futuro tem tecnologia e elementos naturais, mas o fluxo de compra também vai ser mais fluido”, afirma. Algumas dessas experiências foram testadas no Latam Retail Show em São Paulo, em setembro, mas só devem chegar às lojas a partir do início de 2025.
A elevação dos preços do cacau levou a Cacau Show a fazer repasses de 13% a 14% nos preços de parte dos produtos, notadamente aqueles cuja variação de valores não costuma ser tão sentida pelo consumidor. O índice está acima da inflação — o acumulado de 12 meses é em 4,47% —, mas menor do que a média do mercado de chocolates, de 18%, segundo a consultoria Kantar. Uma projeção de 12 meses do Valor Data mostra que, até julho deste ano, o cacau valorizou 121%.
Em outubro, a marca lançou um festival dedicado ao pistache, com planos de faturar R$ 100 milhões com os 10 produtos da linha, em 20 dias. Produtos com a oleaginosa representam cerca de 1,5% do faturamento das operações ao longo do ano, mas já passam dos 6% durante a campanha. Roque aposta que o item se sustente em cerca de 3%. “É um produto que vai agregar”, diz.