Em 2021, a startup captou R$ 15 milhões com Astella, Softbank, Alexia Ventures, Norte Venture e investidores-anjos. E o plano era levantar um novo aporte apenas no início de 2026, mas a BotCity antecipou a rodada, que foi liderada pelo fundo norte-americano Four Rivers, com participação de Y Combinator, Astella, Upload Ventures e outros investidores e fundos, como Lew Cirne, Firestreak Ventures, Mark Roe e Sagol Holdings.
Grande parte da base de clientes é formada por instituições financeiras — como Sicredi, PicPay, BMG, Sofisa e Stone — onde a governança é requisito regulatório. A carteira também inclui companhias de outros segmentos, como QuintoAndar, Petz e RaiaDrogasil. Com a democratização do uso da IA, o número médio de automações sob gestão da BotCity saltou de 250 para 5 mil por empresa.
Triplicando o crescimento anualmente desde 2021, a startup vai direcionar a maior parte do aporte para estruturar o go-to market, aumentar a equipe e expandir globalmente. Uma equipe Já está sendo montada nos Estados Unidos, mas a empresa também mira a Europa. A estratégia é entrar nas regiões por meio de canais de distribuição de parceiros, como marketplaces de Google e Amazon Web Services (AWS), e por consultorias que estruturam governança de empresas e podem oferecer o serviço da startup como adicional.
O restante do dinheiro deve ser destinado a pesquisa e desenvolvimento de produtos mais complexos – um deles, chamado Sentinel, será lançado em janeiro para monitorar as automações que rodam nas máquinas sem conhecimento das empresas. “Elas não devem estrangular a inovação, mas mostrar o caminho, porque esses colaboradores estão criando valor e gerando resultados”, finaliza.