Evento começa na próxima quarta-feira e deve reunir cerca de 400 marcas, com investimentos a partir de R$ 6 mil. Veja quem vai participar pela primeira vez A feira de franquias da Associação Brasileira de Franchising (ABF) chega à sua 32ª edição e se consolida como uma das principais opções para quem pretende empreender por meio de franquias no Brasil. O evento está marcado para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo, e contará com cerca de 400 marcas expositoras, entre empresas nacionais e internacionais, com investimentos que vão de R$ 6 mil a mais de R$ 3 milhões. A projeção da entidade é que 60 mil pessoas visitem o evento.
De acordo com a ABF, o setor de franquias faturou R$ 65,967 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um avanço de 8,9% sobre os três primeiros meses do ano passado.
Entre as 400 expositoras, 115 marcas vão participar do evento pela primeira vez, ou retornam à ABF Expo, o que mostra uma oportunidade de expansão. Confira a lista completa:
115 franquias que vão participar da ABF Expo pela primeira vez
Diante de tantas opções, é importante que o empreendedor se prepare e pesquise antes sobre os segmentos e marcas de interesse para fazer uma visita mais assertiva. Da mesma forma, é preciso ter cuidado para não se deixar levar por falsas promessas ou discursos sem base na realidade.
Confira algumas dicas que PEGN coletou com especialistas:
Saiba Mais
1. Prepare-se antes de sair de casa
O ideal é que antes de chegar ao Expo Center Norte, o empreendedor saiba como funciona o setor de franquias: quem é o franqueador, qual é o papel do franqueado e quais são os documentos que envolvem a relação de franquias. “É importante ter conhecimento da essência do franchising, que é replicar um conceito e estratégia bem-sucedidos por meio de franqueados alinhados e comprometidos com o seu sucesso e o do negócio”, diz Adir Ribeiro, fundador e CEO da consultoria Praxis Business.
O especialista orienta que os candidatos façam uma autoanálise para entender com quais segmentos gostariam de trabalhar. A partir daí, é importante se aprofundar no conhecimento sobre as marcas de interesse nos sites das empresas, redes sociais e portais especializados, como PEGN.
“Sempre recomendo que se tenha mais de uma opção, para poder ter mais capacidade de comparação e também possibilidade de atender a um mercado ainda inexplorado, que pode não necessariamente coincidir com o seu de interesse primário”, diz.
2. Não foque apenas nos produtos e serviços oferecidos
À primeira vista, é comum que empreendedores se encantem com os produtos ou serviços que são oferecidos pela franqueadora, mas isso não pode ser o único norte na escolha de um negócio para investir. "Tem que analisar números, estrutura, investimento, qual é o critério do franqueador para saber onde será a área de atuação da pessoa", explica Ana Vecchi, especialista em Expansão de Negócios e CEO da Ana Vecchi Business Consulting.
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3. Vá com a mente aberta
Decisões impulsivas não são recomendadas. Faça as pesquisas prévias, mas não deixe de olhar o que outras marcas parecidas com as que você mapeou têm a oferecer. Entenda sua própria capacidade de investimento e compare como redes semelhantes trabalham.
Vecchi ainda ressalta que candidatos não foquem apenas em marcas grandes e consolidadas, uma vez que redes novas podem apresentar um bom potencial de expansão para mais regiões. “Todas as empresas franqueadoras um dia já foram pequenas, já tiveram apenas uma franquia”. Ela diz que os critérios precisam ser o cuidado que a marca tem com o franqueado e a preocupação de buscar conhecimento para se aprimorar.
4. Aproveite o momento para tirar dúvidas
A feira é a oportunidade em que as marcas apresentam os seus negócios. Dessa forma, o empreendedor pode e deve fazer perguntas. A orientação de Vecchi é que elas sejam feitas à medida que a marca se aprofunde na apresentação.
Ribeiro sugere algumas perguntas que podem ser feitas para a franqueadora durante a visita:
Qual é a experiência da franqueadora e do negócio?
Qual é o tamanho da rede atualmente e qual é a previsão de expansão para os próximos anos?
Como funciona o modelo de negócios, operação e gestão?
O negócio exige dedicação integral ou é possível ter um sócio ou gestor responsável?
Qual o investimento necessário para capital inicial e capital de giro e quais são as taxas do sistema de franquias?
Qual é a proposta de valor do negócio para o consumidor final?
O que se destaca nos franqueados de alta performance em termos de comportamentos e competências?
E nos franqueados que não performam bem?
Como funcionam os encontros da franqueadora com os franqueados? Investigue frequência, formato, objetivos e alinhamento cultural com a marca.
O que a franqueadora acredita que seja alguns grandes diferenciais da marca?
Casos de insucesso sempre ocorrem, tente identificar os principais motivos.
5. Novos formatos atraem novas gerações, mas é preciso cuidado
Na visão de Thais Kurita, advogada especializada em franchising e sócia da Novoa Prado Maciel Pinheiro Advogados, negócios autônomos, como minimercados, lavanderias, vending machines e totens de carregamento de celular, costumam chamar a atenção de empreendedores mais jovens, sobretudo da Geração Z, que vêm moldando comportamentos de consumo e no mercado de trabalho. No entanto, é necessário entender que o formato também exige dedicação profissional.
“Franquia não é um investimento no qual você aplica e ele rende conforme a oscilação do mercado. Você precisa trabalhar, se relacionar com pessoas, aprender a vender, empreender de verdade. É possível equilibrar a vida pessoal com a profissional, mas não existe o milagre de autogestão”, afirma.
6. Não se deixe ser pressionado
Os especialistas ressaltam que o empreendedor não deve assinar nenhum documento durante o evento, e que qualquer decisão só deve ser tomada depois de muito estudo. “É importante que o candidato não se sinta pressionado para assinar ou decidir naquele momento, e tenha tempo suficiente para avaliar todas as informações necessárias para uma saudável e mais assertiva decisão”, diz Ribeiro.
Por lei, qualquer contrato de franquia só pode ser assinado dez dias após o recebimento da Circular de Oferta de Franquia (COF), documento que compila todas as informações sobre o negócio. Mesmo assim, a entrega da COF durante o evento não é indicada, uma vez que o documento contém informações sigilosas sobre a marca.
"A menos que a pessoa já esteja negociando e conversando com a franqueadora há alguns meses, por exemplo", diz Vecchi, e continua: “Qual é o compromisso da própria empresa com os dados [se ela entrega a COF em um primeiro contato]? Não assine nenhum documento de compromisso, nem que recebeu a COF", orienta a especialista.
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