Mulher declarada como desaparecida pelo regime militar de Pinochet é encontrada viva
A chilena Bernarda Rosalba Vera Contardo foi considerada uma das vítimas de desaparecimento forçado da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, mas surpreendentemente foi encontrada viva após 50 anos de desaparecimento.
Bernarda Rosalba Vera Contardo, agora com 80 anos, foi considerada uma das vítimas de desaparecimento forçado da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, mas agora foi encontrada viva e bem em um balneário de Miramar, ao sul da capital argentina.
A justiça chilena confirmou a identidade de Bernarda após um teste de DNA ordenado pelo ministro extraordinário chileno para causas relacionadas aos direitos humanos, Álvaro Mesa Latorre.
Os antecedentes científicos, correspondentes ao perfil genético e às amostras dos seus familiares, determinaram uma probabilidade de identificação de mais de 99,9999%.
A vida secreta de Bernarda
Bernarda Rosalba Vera Contardo era uma militante política ativa e fazia parte do Movimento de Esquerda Revolucionário (MIR) e do Movimento Camponês Revolucionário (MCR) em 1973, quando foi considerada desaparecida.
Após o golpe de Estado no Chile em 1973, Bernarda foi detida por militares e considerada morta em decorrência de violações de direitos humanos.
No entanto, agora se sabe que ela sobreviveu e mudou-se para a Argentina, onde se casou novamente, teve filhos e adquiriu a nacionalidade sueca.
Consequências da descoberta
A descoberta de Bernarda Rosalba Vera Contardo reabre feridas de uma das ditaduras mais sombrias da história do Chile, que resultaram na perda de milhares de vidas.
A comissão de direitos humanos do Chile já começou a investigar a vida secreta de Bernarda e planeja abrir um processo para responsabilizar os agentes estatais pela sua detenção e suposta morte.
A família de Bernarda se mostrou aliviada com a descoberta e exige justiça para os crimes cometidos pelo regime militar de Pinochet.