A guerra contra o Irã foi o maior erro de política externa do presidente americano, Donald Trump, até aqui.
Em conversas privadas, autoridades daqueles países já falam em diversificar suas alianças e da necessidade de encontrar formas de conviver com o Irã, seu vizinho do outro lado do golfo.
Considerando que não haja mais nenhum contratempo de última hora, o acordo põe fim a uma guerra baseada na leitura errônea, feita por Israel e pelos Estados Unidos, sobre o poderio do seu inimigo em Teerã.
O acordo reabre o estreito de Ormuz, segundo Trump, aliviando a pressão sobre a economia global e a vida real de centenas de milhões de pessoas que enfrentam sérias dificuldades em todo o mundo.
Trata-se exatamente do mesmo ponto em que todos estavam 24 horas antes que os Estados Unidos e Israel dessem início à guerra.
Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio. Casas e empresas foram destruídas.
O impacto sobre a produção de fertilizantes, que depende de matérias-primas exportadas pelo estreito, poderá levar pessoas em países pobres a passar fome no segundo semestre do ano.
Este risco é particularmente alto na África subsaariana.
Por isso, é um momento de enorme suspiro de alívio para as pessoas que tiveram suas vidas viradas do avesso pela guerra.
Casos como o de mais de 150 civis mortos, incluindo cerca de 120 crianças, serão lembrados para sempre.
Começando agora, a história poderá ser redigida novamente.