Após ameaças em relação à Colômbia e a Cuba, Donald Trump voltou a propor a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.
Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional
— disse o presidente dos Estados Unidos, em declarações à imprensa.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, respondeu às declarações do republicano descrevendo a anexação como uma "fantasia".
Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional.
— "Já chega", disse Nielsen.
EUA não têm o direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês
— A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já havia afirmado que os .
Frederiksen acrescentou que a Dinamarca, "e, portanto, a Groenlândia", era membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e abrangida pela garantia de segurança da aliança, e afirmou que um acordo de defesa que concedia aos EUA acesso à ilha já estava em vigor.
A primeira-ministra dinamarquesa divulgou sua declaração depois que Katie Miller — esposa de um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller — publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra "EM BREVE".
O embaixador dinamarquês nos EUA respondeu à publicação, feita por Miller — uma podcaster de direita e ex-assessora de Trump durante seu primeiro mandato — com um "lembrete amigável" de que os dois países eram aliados e dizendo que a Dinamarca esperava respeito por sua integridade territorial.
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A discussão sobre o futuro da Groenlândia surge na sequência da grande ação militar contra a Venezuela no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para Nova York.
a Venezuela e que as empresas petrolíferas americanas
— Após a operação, Trump afirmou que os EUA "governariamcomeçariam a gerar lucro para o país".
O líder americano e integrantes do seu governo também fizeram ameças à Colômbia e Cuba.
Para mim, parece uma boa ideia.
— A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump então respondeu:
A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo
— continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.
Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Meu único patrimônio é a casa da minha família, que continuo pagando com meu salário. Meus extratos bancários foram divulgados. Ninguém pode dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso
— Petro rejeita as acusações de Trump. , escreveu o presidente colombiano na rede X, nesta segunda-feira (5/1).
Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques.
Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando
— Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. .
Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba.
Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério
— O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ainda: , acrescentando que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos.
Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado
— acrescentou Rubio.
Toda essa situação reacendeu os temores de que os EUA possam considerar o uso da força para garantir o controle da Groenlândia, especialmente porque o presidente americano já se recusou a descartar essa opção.
Trump alega que a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos atenderia aos interesses de americanos devido à sua localização estratégica e à abundância de minerais essenciais para os setores de alta tecnologia.
A recente nomeação de um enviado especial do governo Trump para a Groenlândia provocou indignação na Dinamarca.
A Groenlândia, com uma população de 57.000 habitantes, possui ampla autonomia desde 1979, embora a defesa e a política externa permaneçam sob controle dinamarquês.
Embora a maioria dos groenlandeses seja favorável à independência da Dinamarca, as pesquisas de opinião mostram uma oposição esmagadora à anexação aos EUA.