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Depois de ameaçar Colômbia, Trump volta a falar em anexar a Groenlândia

Após ameaças em relação à Colômbia e a Cuba, Donald Trump voltou a propor a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 16:06 · Atualizado há 4 horas
Depois de ameaçar Colômbia, Trump volta a falar em anexar a Groenlândia
Foto: Reprodução / Arquivo

Após ameaças em relação à Colômbia e a Cuba, Donald Trump voltou a propor a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional

— disse o presidente dos Estados Unidos, em declarações à imprensa.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, respondeu às declarações do republicano descrevendo a anexação como uma "fantasia".

Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional.

— "Já chega", disse Nielsen.

EUA não têm o direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês

— A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já havia afirmado que os .

Frederiksen acrescentou que a Dinamarca, "e, portanto, a Groenlândia", era membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e abrangida pela garantia de segurança da aliança, e afirmou que um acordo de defesa que concedia aos EUA acesso à ilha já estava em vigor.

A primeira-ministra dinamarquesa divulgou sua declaração depois que Katie Miller — esposa de um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller — publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra "EM BREVE".

O embaixador dinamarquês nos EUA respondeu à publicação, feita por Miller — uma podcaster de direita e ex-assessora de Trump durante seu primeiro mandato — com um "lembrete amigável" de que os dois países eram aliados e dizendo que a Dinamarca esperava respeito por sua integridade territorial.

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A discussão sobre o futuro da Groenlândia surge na sequência da grande ação militar contra a Venezuela no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para Nova York.

a Venezuela e que as empresas petrolíferas americanas

— Após a operação, Trump afirmou que os EUA "governariamcomeçariam a gerar lucro para o país".

O líder americano e integrantes do seu governo também fizeram ameças à Colômbia e Cuba.

Para mim, parece uma boa ideia.

— A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump então respondeu:

A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo

— continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.

Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Meu único patrimônio é a casa da minha família, que continuo pagando com meu salário. Meus extratos bancários foram divulgados. Ninguém pode dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso

— Petro rejeita as acusações de Trump. , escreveu o presidente colombiano na rede X, nesta segunda-feira (5/1).

Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques.

Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando

— Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. .

Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba.

Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério

— O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ainda: , acrescentando que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos.

Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado

— acrescentou Rubio.

Toda essa situação reacendeu os temores de que os EUA possam considerar o uso da força para garantir o controle da Groenlândia, especialmente porque o presidente americano já se recusou a descartar essa opção.

Trump alega que a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos atenderia aos interesses de americanos devido à sua localização estratégica e à abundância de minerais essenciais para os setores de alta tecnologia.

A recente nomeação de um enviado especial do governo Trump para a Groenlândia provocou indignação na Dinamarca.

A Groenlândia, com uma população de 57.000 habitantes, possui ampla autonomia desde 1979, embora a defesa e a política externa permaneçam sob controle dinamarquês.

Embora a maioria dos groenlandeses seja favorável à independência da Dinamarca, as pesquisas de opinião mostram uma oposição esmagadora à anexação aos EUA.

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