Após a retomada de bombardeios no Líbano, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou que seu gabinete incie negociações com o Beirute 'o mais rápido possível'. A decisão foi anunciada em um momento em que a situação no Líbano está mais tensa do que nunca.
Segundo Netanyahu, as conversas terão como foco o 'desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações pacíficas' entre os dois países. A notícia é um claro indicativo de que os líderes israelenses estão dispostos a buscar uma solução para a crise, apesar da violência recente.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que Israel lançou uma série de ataques aéreos em Beirute, deixando centenas de mortos e hospitais lotados. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 300 pessoas morreram e cerca de 1.000 ficaram feridas.
Consequências da Crise
A crise no Líbano tem implicações regionais, com o Irã ameaçando retaliar caso os bombardeios não sejam interrompidos. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país 'manterá o dedo no gatilho' e que 'jamais abandonará seus irmãos e irmãs libaneses'.
Reação Internacional
A reação internacional à crise no Líbano tem sido diversa. O programa Today da BBC entrevistou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, que defendeu a posição do governo iraniano e acusou os EUA de 'tentar dividir o Oriente Médio' e 'impor sua própria visão para a região'.