Quinze anos depois do terremoto, do tsunami e do acidente nuclear em Fukushima, a região ainda vive um processo lento e incerto de reconstrução.
Um Lugar em Paz
Quando Isuke Takakura voltou para Futaba, a cidade já não existia como ele lembrava.
As ruas continuavam ali, os postes também. Algumas casas permaneciam de pé, silenciosas, vazias, com janelas fechadas havia mais de uma década.
Antes do desastre, Futaba tinha cerca de 7,2 mil habitantes. Hoje, apenas cerca de 190 moradores vivem oficialmente na cidade.
Um Projeto Simbólico
Foi então que ele aceitou liderar um projeto simbólico: reconstruir o santuário xintoísta da comunidade, destruído pelo tsunami.
Com a conclusão do novo santuário, houve algo que trouxe algo de especial em uma cidade quase vazia: a sensação de que aquele lugar ainda pode continuar existindo.
Entretanto, memória e símbolos, sozinhos, não sustentam uma cidade. Reconstruir um lugar exige algo mais simples – e mais difícil: trabalho e empregos.