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Preparador físico do Bragantino conta estratégias para lidar com pré-temporada curta

O Red Bull Bragantino voltou às atividades no centro de treinamento na última sexta-feira, 2, e já tem o primeiro jogo marcado para este domingo, 11, pela es...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 17:52 · Atualizado há 1 semana
Preparador físico do Bragantino conta estratégias para lidar com pré-temporada curta
Foto: Reprodução / Arquivo

O Red Bull Bragantino voltou às atividades no centro de treinamento na última sexta-feira, 2, e já tem o primeiro jogo marcado para este domingo, 11, pela estreia no Paulistão. Diante desse curto período de preparação, o Massa Bruta vai adotar algumas estratégias.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 5, o preparador físico do clube, Lucas Itaberaba, apontou o rodízio na equipe como uma das estratégias.

– A gente tem muito pouco tempo para dizer que isso é uma pré-temporada. Na verdade, nós temos nove dias para estrear. Contando com cinco dias de treinamento remoto, são 14 dias para a estreia do Campeonato Paulista. Então, a pré-temporada da gente não acaba no dia 11. A gente precisa ter algumas estratégias. Para que a gente continue essa melhora do condicionamento dos atletas. É impossível o atleta se condicionar em nove dias. Então, a gente vai ter algumas estratégias. Como seriam essas estratégias? Controle de minutagem, gestão de carga, rodagem um pouquinho mais de elenco. E isso a gente está discutindo diariamente com o professor Mancini, para que a gente tenha os melhores resultados. E eles tenham pouco tempo para chegar no condicionamento ideal, na condição ótima para competir – afirmou.

Lucas Itaberaba, preparador físico do Bragantino — Foto: Cárila Covas/Red Bull Bragantino

No fim de 2025, os jogadores já realizaram alguns exames médicos da pré-temporada. Em 26 de dezembro, os atletas iniciaram a preparação com atividades remotas, seguindo um plano elaborado e monitorado pela comissão técnica do clube.

Lucas Itaberaba destaca que esse período de treinos remotos foi levado a sério pelos atletas e pode, sim, ser considerado treino. Durante os trabalhos remotos, ele também acompanhou o volante Nacho Sosa, contratado pelo Bragantino para a temporada 2026, assim como atletas que estavam emprestados para outros clubes, como Luan Cândido e Nathan Camargo.

– O Natan e o Sosa foram do meu grupo, do online. Estou acompanhando eles desde o dia 26. Eles fizeram tudo perfeitamente. O Sosa chegou em um nível muito bom fisicamente. Está se adaptando ainda aos companheiros, a forma de jogar do treinador. Mas está em um nível muito bom. O Natan e o Luan estão se adaptando, mas estarão aptos para a estreia se o treinador optar por eles, na estreia do dia 11 – comentou Itaberaba.

A gente viu que para esse ano de temporada houve um acompanhamento remoto durante esse fim de ano dos jogadores. Poderia explicar um pouco como funcionou esse acompanhamento? Como vocês conseguiram ficar de olho nos jogadores durante esse período?

A gente começou o trabalho remoto do dia 26. Foi de dia 26 até o dia 30. Esses jogadores foram divididos em três grandes grupos. Grupos de nove a 11 atletas. Eles foram monitorados diariamente por cada um dos preparadores físicos responsáveis por esses grupos. Eles fizeram um treinamento de força e um treinamento de campo. Esse treinamento de campo foi dividido em treinamentos intervalados. Foram treinamentos físicos. Treinamentos intervalados, treinamentos de aceleração e aceleração. E treino de velocidade.

Foi realmente treino. Não foi orientação ou treino de férias. Eles treinaram realmente. Eles tinham obrigatoriedade de mandar o vídeo do treino. Todos os pratos das alimentações para nutricionistas. E também o print dos relógios de monitoramento. Que eles também foram obrigados a ter durante esse período. Foi algo acordado antes do encerramento da temporada.

Você citou todo esse preparo remoto desde o dia 26. Mas imaginando que é uma temporada que começa mais cedo. Um calendário mais extenso, mais jogos. Tem uma preparação diferente dos outros anos?

Olha só. A gente tem muito pouco tempo para dizer que isso é uma pré-temporada. Na verdade, nós temos nove dias para estrear. Contando com cinco dias de treinamento remoto, são 14 dias para a estreia do Campeonato Paulista. Então, a pré-temporada da gente não acaba no dia 11. A gente precisa ter algumas estratégias. Para que a gente continue essa melhora do condicionamento dos atletas. É impossível o atleta se condicionar em nove dias. Então, a gente vai ter algumas estratégias. Como seriam essas estratégias? Controle de minutagem, gestão de carga, rodagem um pouquinho mais de elenco. E isso a gente está discutindo diariamente com o professor Mancini, para que a gente tenha os melhores resultados. E eles tenham pouco tempo para chegar no condicionamento ideal, na condição ótima para competir.

De que forma trabalhar para minimizar essa questão das lesões musculares?

A gente tem um problema crônico, que é o calendário. E isso a gente não vai mudar. A gente tem apenas de quatro a cinco semanas abertas. Até dia 28 de fevereiro. Todas as outras semanas são semanas congestionadas. Com jogo domingo e quarta-feira. Isso a gente não tem como mudar. O calendário está aí. A gente precisa se adaptar a isso. Esse é o primeiro ponto. Algumas estratégias a gente vai utilizar para isso, como um pouco mais minucioso no treinamento de força. Quando os atletas têm semanas congestionadas, geralmente a gente não tem janela para treinar um pouco mais a força. Mas a gente já tem algumas estratégias, que o clube nos oferece para que a gente consiga dar essas doses diárias de força. Essa é uma estratégia que a gente vai utilizar. Eu já dei uma estudada nos últimos três anos, da quantidade de lesões do clube. No último ano, houve realmente um aumento. Já fizemos também um levantamento dos atletas que mais lesionaram no ano passado, para que a gente tenha um controle mais minucioso desses atletas. Um cuidado mais especial, controle de carga, treinamento de força para tentar reequilibrar aqueles que precisam. Muitas das vezes, a gente faz todos esses aparatos. E o jogo é muito caos. É caótico, é imprevisível, é aleatório. E a gente não consegue ter o controle. O mundo na verdade sofre com as lesões. Mas, dentro dessas nossas estratégias, a estrutura que o clube oferece, a tecnologia que o clube oferece, a gente vai tentar minimizar a quantidade de lesões. E isso impacta diretamente nos resultados de campo. Um dos meus objetivos é tentar deixar o máximo de jogadores disponíveis ao treinador, que isso vai facilitar a vida dele. E ele vai tentar escolher o melhor possível. Esse é um dos nossos objetivos. Não o meu, mas de todo departamento de saúde e performance.

A questão da rodagem do elenco é um planejamento de rodar bastante o elenco. O pessoal da base vai conseguir também ter oportunidades?

Essa é uma das nossas opções, das nossas estratégias, que é realmente ter uma minutagem bem igualitária para os atletas. Principalmente nesse início do jogo. E depois afunilando mais um pouco. O treinador vai ter basicamente aquele seu time mais básico e vai jogar mais tempo, vai ter mais minutagem. Mas a nossa ideia, de acordo com a quantidade de jogos que a gente vai ter, é ter mais ou menos time A e B. Dois times. Não, necessariamente, titular e reserva. Mas a ideia é que tenha essa alternância. Esse é o primeiro ponto.

Como consequência disso, os atletas da base terão também mais chances, mais oportunidades, já que vai fazer essa alternância de minutagem. A gente já teve alguns atletas que trabalharam com a gente, ano passado. Os atletas estão sendo monitorados, que o Mancini já conhece e que podem pintar no profissional. Até porque eles estão muito bem. Fizeram uma grande campanha ano passado no Campeonato Brasileiro. Eu conheço de perto o treinador do Sub-20 e ele tem uma boa relação já com o Mancini. Tudo isso também vai facilitar esse intercâmbio, entre a divisão de base e o profissional.

Chegou o Nacho Sosa, tem o retorno do Luan Cândido, do Natan Camargo. Desses três, que não estavam no ano passado, como que é o estado desses atletas? Até para a estreia, por exemplo, os três estarão aptos?

O Natan e o Sosa foram do meu grupo, do online. Estou acompanhando eles desde o dia 26. Eles fizeram tudo perfeitamente. O Sosa chegou em um nível muito bom fisicamente. Está se adaptando ainda aos companheiros, a forma de jogar do treinador. Mas está em um nível muito bom. O Natan e o Luan estão se adaptando, mas estarão aptos para a estreia se o treinador optar por eles, na estreia do dia 11.

Gostaria que você falasse um pouco mais sobre essa questão de alternar equipe. Como vai ser esse processo?

Vai ser uma avaliação constante. Sem dúvida, o treinador vai utilizar dessa estratégia. Estou olhando pelo meu viés, o físico, que seria essa alternância de cargas, esse controle de cargas, de minutagem. Mas, com certeza, o olhar do treinador é um olhar diferente. É um olhar de oportunidade, é um olhar de quem vai se desenvolver. Nessa primeira competição do ano, primeiro semestre, em dúvida nenhuma que o olhar dele é um olhar muito mais técnico, tático e de oportunidade do que físico.

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