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O novo Conselho: Casares perde apoios às vésperas de votação de impeachment no São Paulo

São Paulo: Reforços e nova data para votação de impeachment

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 08:46 · Atualizado há 4 dias
O novo Conselho: Casares perde apoios às vésperas de votação de impeachment no São Paulo
Foto: Reprodução / Arquivo

São Paulo: Reforços e nova data para votação de impeachment

Em poucos meses, o Conselho Deliberativo do São Paulo foi redesenhado. Antes formado em grande maioria por apoiadores do presidente Julio Casares, hoje o colegiado de 254 conselheiros com direito a voto tem uma nova divisão às vésperas da reunião que vai decidir se o dirigente sofrerá ou não um impeachment, na próxima sexta-feira.

As investigações policiais e do Ministério Público, somadas à revelação de um esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbis, foram suficientes para que Casares perdesse boa parte de seu apoio.

Hoje, o Conselho Deliberativo do São Paulo é dividido em sete grupos e alguns conselheiros independentes. Apenas dois deles, que somam cerca de 67 conselheiros, mantêm apoio a Julio Casares. O restante, ou seja, cerca de 187 conselheiros, se manifestou contra o presidente nas últimas semanas.

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Julio Casares, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Até o início de dezembro, a base de apoio a Julio Casares, a coalizão, formava ampla maioria no Conselho Deliberativo do São Paulo com seis grupos. O ge apurou, à época, que 200 dos 255 conselheiros (Mara Casares pediu licença do Conselho depois disso e diminuiu o total para 254) eram apoiadores do presidente: dos grupos Participação, Movimenta São Paulo, Legião, Força São Paulo, Vanguarda e Sempre Tricolor.

A oposição era formada apenas pelo grupo Salve o Tricolor Paulista, que tinha 55 conselheiros.

Pouco mais de um mês depois, o cenário é completamente diferente. Quatro dos seis grupos que formavam a coalizão de apoio a Julio Casares protocolaram, na última quinta-feira, um documento endereçado à presidência do São Paulo comunicando que estavam deixando a base da gestão.

Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação, que era, inclusive, o grupo do próprio presidente, não fazem mais parte, portanto, da coalizão. A estimativa é que eles carreguem cerca de 128 conselheiros. Somados à oposição, formam, hoje, um grupo de 182 conselheiros.

Continuam apoiando Julio Casares dois grupos: o Força São Paulo, que tem cerca de 27 conselheiros, e o Movimenta São Paulo, de cerca de 40 conselheiros. Os dois não deixaram a base de apoio do dirigente e, na próxima sexta-feira, devem votar contra seu impeachment. Eles, em tese, são o suficiente para evitar que o presidente seja tirado do cargo.

Ficou definido nesta semana que serão necessários 191 votos para que Julio Casares sofra impeachment, de acordo com o Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo.

A decisão de Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, desagradou a opositores, que haviam protocolado o pedido de destituição baseado num outro artigo que trata do tema, o 112, e que fala em dois terços dos votos para tirar o presidente. Neste caso, seriam necessários "apenas" 170 conselheiros a favor do impeachment.

Num cenário hipotético e praticamente impossível em que todos os 254 conselheiros aptos a votar comparecessem à reunião presencial da próxima sexta-feira no Morumbis e votassem de acordo com a vontade de seu grupo, Julio Casares não sofreria o impeachment.

A destituição do presidente do São Paulo teria, neste cenário, cerca de 182 votos favoráveis, enquanto outros 72 votos seriam contra a saída.

A previsão de opositores e situacionistas, porém, é que diversos conselheiros, por motivos variados, como férias ou condições de saúde, não possam comparecer à reunião. Também por isso, a oposição protocolou um pedido para que o encontro fosse realizado de maneira híbrida, permitindo, assim, voto online. Olten Ayres recusou.

– As votações para afastamento do presidente obviamente versam sobre um tema superdelicado. Que mexe com toda a estrutura do clube, toda a credibilidade do clube, contratos, questões de natureza de publicidade, natureza financeira. Todo o tipo de natureza. Quando se estabelece que o voto deve ser secreto, nós, numa interpretação mais extensiva, acreditamos que o voto deve ser presencial, porque, neste tipo de votação, ela pode gerar um pedido de recontagem, um tipo de contestação de quem está votando, quem não está votando – justificou.

A reunião para discutir o impeachment de Casares, portanto, será realizada na próxima sexta-feira, às 18h30, no Morumbis, com voto secreto e apenas presencialmente.

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