Mari Steinbrecher alegou ter ficado de fora das Olimpíadas de Londres 2012, devido à rivalidade entre José Roberto Guimarães e Bernardinho.
Procurado pela equipe do ge, o técnico José Roberto Guimarães preferiu não se estender sobre o assunto, mas afirmou que os motivos foram outros.
Mari Steinbrecher alegou ter ficado de fora das Olimpíadas de Londres 2012, devido à rivalidade entre José Roberto Guimarães e Bernardinho.
Campeã olímpica em Pequim 2008, Mari Steinbrecher decidiu abrir o jogo sobre o polêmico corte da convocação para o Jogos de Londres 2012, em entrevista ao podcast Basticast, publicada nesta quinta-feira (8). A ex-ponteira alegou ter ficado de fora das Olimpíadas, devido à rivalidade entre José Roberto Guimarães e Bernardinho. Procurado pela equipe do ge, Zé preferiu não comentar, mas afirmou que "os motivos foram outros".
Mari diz que rixa entre técnicos motivou corte nos Jogos de Londres — Foto: Cameron Spencer/Getty Images
- Achei muito injusta a forma que foi. Não pela decisão, o Zé poderia ter decidido que eu não fosse para as Olimpíadas, não era esse o problema, mas como foi o corte. Eu nunca falei sobre isso, mas acho que chegou o momento em que dá para falar. Já conversei com ele depois, a gente se encontrou, tá tudo perdoado, acertado, mas naquele momento ele errou muito feio comigo, porque não foi um corte justo como ele falou - disse a ex-jogadora de 42 anos.
Em 2010, Mari representava o Rexona Unilever, equipe dirigida pelo técnico Bernardinho, o atual Sesc-Flamengo. A ex-ponteira havia sofrido uma lesão no joelho, na fase final do Grand Prix, na China, e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado, que a tirou da busca pelo título inédito no Mundial do Japão e a deixou fora das quadras por meses.
Mari deixa o hospital em uma cadeira de rodas — Foto: Carol Oliveira
Eu acho justo você ficar mais um ano aqui e jogar a temporada inteira
— - Foi bem difícil me readaptar, a questão do joelho, vai jogar onde. Foi um ciclo bem difícil. Eu joguei praticamente só a semifinal e a final (pelo Rexona). Aí, o Bernardo falou: . Eu disse que achava justo também. Nesse mesmo momento, o Zé estava indo para o Fenerbahçe, na Turquia, e disse: "Quero que você vá para o Fenerbahçe porque quero te treinar, e ano que vem já é Olimpíada".
Segundo Mari, foi um impasse difícil de resolver. Apesar da proposta de ir com Zé Roberto para a equipe turca também ser muito interessante para a jogadora, ficar no Brasil facilitaria questões de sua vida pessoal e ainda a permitiria jogar a temporada integral no Rexona, sob o comando de Bernardinho.
Vou ficar mais um ano no Rio, pois acho que vai ser bom para mim. Também vou estar treinando com o Bernardo, então vai ser
— - Pensei: elas por elas" de treino. O Zé Roberto realmente não gostou que eu escolhi ficar com o Bernardo, mas foi uma questão pessoal minha, que ele não entendeu e levou para o lado pessoal também - contou.
Em 10 de julho de 2012, a convocação foi anunciada, com o nome de Mari fora da lista, às vésperas das Olimpíadas de Londres. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou uma nota oficial explicando que a ponteira havia sido dispensada por questões técnicas.
A Mari vai ser cortada porque ela está com um problema técnico
— - . Que problema técnico, gente? Eu era uma das jogadoras mais técnicas que ele tinha. Como ele dá uma desculpa dessas? O que acarretou na minha carreira depois disso foi muito ruim. Tive prejuízo financeiro, os times começaram a usar isso contra mim, no meu contrato - lembrou.
Mari diz que chateação com Zé Roberto ficou no passado — Foto: Cameron Spencer/Getty Images
Procurado pela equipe do ge, o técnico José Roberto Guimarães preferiu não se estender sobre o assunto, mas afirmou que os motivos foram outros. Mari lembrou a conversa que tiveram por telefone, pouco tempo antes da decisão.
Ah, se você vai ter suas preferências, eu vou ter as minhas também
— - Eu estava com uma amiga minha na Croácia, na garupa, de moto. O capacete tinha um microfone. Aí, parei a moto para atender. Era o Zé. Quando acabou a conversa, ele falou assim: . Eu senti como um tom de ameaça, foi muito ruim ouvir aquilo. Ou ele vai fazer alguma coisa, ou tá blefando para fazer uma pressão para eu ir para o Fenerbahçe com ele - contou a ex-atleta.
Hoje, Mari garante que não há mal-estar entre ela o técnico da seleção feminina de vôlei. De acordo com a ex-ponteira, os dois voltaram a se falar em 2015, pouco antes das Olimpíadas do Rio.
Pô, o Zé quer voltar a falar com você
— - Várias pessoas vieram me falar: . A gente voltou a se falar em 2015. Eu até achei que ele fosse me convocar, mas também não rolou. Ali já estava desgastado também. Hoje tá tudo perdoado, Zé, beijo, mas contei a verdade do que aconteceu, que isso nunca foi falado, e que também é justo que saibam que o problema não foi técnico - reforçou Marianne.
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